O avanço das investigações sobre o caso do Banco Master levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recalibrar sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). Diante do desgaste provocado pelas revelações envolvendo ministros da Corte e do impacto na opinião pública, o Palácio do Planalto passou a adotar uma estratégia de distanciamento, com o objetivo de evitar que a crise contamine diretamente o governo em um momento de queda de popularidade e crescente pressão política.
Assessores do Executivo e parlamentares do PT admitem, nos bastidores, que a mudança de postura tem caráter preventivo. A avaliação é de que a associação entre o Planalto e o STF, que em outros momentos funcionou como um pilar de sustentação da gestão de Lula, agora passou a representar um risco político diante das suspeitas levantadas contra a Corte no caso do Banco Master.
A orientação interna, segundo interlocutores, é adotar um discurso de respeito às instituições, mas deixar claro que cabe aos citados nas investigações se explicarem individualmente. Até recentemente, o STF era visto dentro do governo como um aliado importante na mediação de conflitos com o Congresso Nacional.
Decisões favoráveis ao Executivo em temas sensíveis e a interlocução frequente entre ministros da Corte e integrantes do governo ajudaram a consolidar esse ambiente. Com o avanço do caso Master, no entanto, essa relação passou a ser tratada com maior cautela, e encontros que antes ocorriam com regularidade deixaram de fazer parte da agenda de Lula.
O movimento do petista ocorre em meio a sinais de desgaste na imagem do Supremo junto à opinião pública. Levantamento da Genial Quaest, de março, mostrou que 72% dos brasileiros avaliam que a Corte tem “poder demais”, enquanto 59% consideram que o tribunal atua como aliado do governo federal.
Ao mesmo tempo, 66% afirmam que é importante eleger senadores comprometidos com a análise de pedidos de impeachment de ministros do STF. Nesse cenário, integrantes do Planalto reconhecem que a proximidade entre Executivo e Judiciário, construída ao longo do mandato, pode amplificar os efeitos políticos negativos das investigações do caso Master.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-05809/2026.
Para Arcênio Rodrigues, analista político e mestre em Direito Público, a crise institucional tende a impactar diretamente a popularidade do presidente Lula. Para ele, a associação entre o governo e o STF, que antes era funcional, passou a representar um risco político relevante.
“Em um cenário de crise, o presidente deixa de ser percebido apenas como chefe de governo e passa a ser inserido em um arranjo institucional mais amplo, cuja legitimidade está sendo questionada”, afirmou.
Ainda segundo o analista, a crise reputacional do Supremo não fica restrita ao Judiciário e acaba irradiando efeitos sobre todo o sistema político. “O STF deixa de operar como ativo indireto do Executivo e passa a configurar um passivo, porque sua crise de imagem se projeta sobre o governo”, disse.
Fonte: Gazeta do povo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 21/03/2026/14:48:46
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