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Câmera registra mulher pedindo socorro antes de ser morta; vítima era amiga de jovem que morreu após ser arrastada por carro em SP

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A vítima era amiga de Tainara Souza, que morreu em dezembro do ano passado após ter as pernas amputadas em consequência de um atropelamento e de ter sido arrastada até a Marginal Tietê.

Uma câmera de segurança registrou os momentos em que Priscila Versão, de 22 anos, tentou fugir antes de ser morta pelo marido na Zona Norte de São Paulo. As imagens fazem parte da investigação que apura o crime, tratado pela polícia como feminicídio.

Priscila era autônoma e morava na Brasilândia, bairro da Zona Norte da capital paulista. Ela deixou três filhos, de seis anos, quatro anos e um bebê de seis meses, frutos do relacionamento com o acusado.

De acordo com o boletim de ocorrência, o companheiro dela, o motorista Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, levou Priscila já sem sinais de vida ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli, no Parque Novo Mundo. Segundo o Guia de Encaminhamento de Cadáver, a jovem apresentava marcas de agressão, com hematomas e escoriações pelo corpo, além de sangramento no nariz. O documento também aponta que as roupas tinham cheiro de gasolina.

Ainda conforme o registro policial, ao chegar à unidade de saúde, Deivit ameaçou atear fogo ao próprio corpo. Após ser contido e se acalmar, ele relatou aos policiais militares que o casal estava em um pagode em um boteco quando iniciou uma discussão. Disse que, após a briga, foi até um posto de combustível, comprou gasolina e teria despejado o líquido sobre si com a intenção de tirar a própria vida, mas desistiu.

O homem afirmou ainda que, ao retornar ao bar, encontrou Priscila caída no chão, com sangramento no nariz. Segundo a versão apresentada por ele, a jovem foi então socorrida e levada ao hospital. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso.

Deivit Bezerra Pereira foi preso em flagrante por feminicídio. Até a última atualização da reportagem, a defesa dele não havia sido localizada.

A mãe de Priscila, Selma Alves Ribeiro da Silva, afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo e que já havia tentado convencê-la a se afastar do companheiro após episódios anteriores de agressão.

“Ela estava dentro de um relacionamento abusivo tóxico e estava doente emocionalmente. Eu lutei com todas as minhas forças. Fiz o que eu pude e o que eu não pude para ela sair desse relacionamento”, disse à TV Globo.

Em meio à dor, Selma questionou a recorrência de casos semelhantes. “Quantas vezes mais uma mãe vai ter que passar numa reportagem dessas? Como eu vou explicar para o meu netinho? Vou falar que a mãe está viajando? Está lá na cadeia o indivíduo. Pode até ser que ele pegue 20 ou 30 anos, mas vai ser bem reduzida a pena porque a lei do homem não funciona. Daqui a pouco ele está na rua. Aí vai ter a próxima vítima, o próximo feminicídio”, afirmou.

Segundo a mãe, durante os cinco anos de relacionamento, houve outros episódios de violência. “Quando um homem bate em uma mulher, ele não está batendo só nela, ele está batendo na mãe dela. Meu coração está despedaçado. Eu sei que ela não vai voltar mais”, declarou.

Priscila também era amiga de Tainara Souza Santos, que morreu em dezembro do ano passado após ter as pernas amputadas em consequência de um atropelamento e de ter sido arrastada até a Marginal Tietê. As duas moravam no mesmo bairro.

Fonte: g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/02/2026/07:18:35

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