Cães farejadores que integram a força-tarefa de buscas pelas crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidas há quase três semanas em Bacabal, no interior do Maranhão, indicaram que elas estiveram em uma casa abandonada, localizada em uma área rural próxima a um lago, no povoado São Raimundo. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).

Segundo a SSP, os cães identificaram vestígios que confirmam a presença das duas crianças e também do primo delas, Anderson Kauã, de 8 anos, que desapareceu junto com os irmãos e foi resgatado com vida no dia 7 de janeiro. O local é conhecido na região como “Casa Caída”.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, a casa já havia sido mencionada por Kauã em depoimento prestado após o resgate. O menino relatou que, em uma das noites em que estavam desaparecidos, chegou ao local com os primos, deixou Ágatha e Allan na casa e saiu sozinho em busca de ajuda.
“Tivemos a confirmação pelos cães de que naquele local as três crianças realmente passaram. Ele descreveu que chegou à casa durante a noite com os dois primos. O local foi reconhecido por meio de fotografias e objetos, como cadeiras, colchão e botas. Os cães também identificaram por onde cada um entrou na residência. Os três estiveram lá”, afirmou o secretário.
Relato do menino traz novos detalhes e aumenta preocupação
Após novos depoimentos, o caso ganhou contornos ainda mais preocupantes. Kauã contou que o desaparecimento começou quando os três saíram de casa para procurar um pé de maracujá. Mesmo após um tio alertá-los para retornarem, as crianças seguiram mata adentro sem avisar familiares.
Segundo o delegado responsável pela investigação, o menino afirmou que eles permaneceram juntos por pelo menos duas noites após o desaparecimento. Durante esse período, encontraram abrigo na “Casa Caída”, que possuía apenas uma cadeira velha e um colchão em más condições. Em outros momentos, dormiram sob árvores, tentando se proteger do frio e do medo.
No terceiro dia, a situação teria se agravado. Ágatha e Allan estavam exaustos, com fome e sem forças para continuar caminhando. Diante disso, Kauã decidiu seguir sozinho pela mata para buscar ajuda, momento em que acabou se separando dos primos.
Dias depois, ele foi encontrado com vida a cerca de quatro quilômetros do local onde as crianças haviam sido vistas pela última vez. Segundo Kauã, os irmãos teriam seguido mais à frente pelo mesmo caminho, porém essa área nunca foi localizada pelas equipes de busca, apesar das varreduras intensas realizadas.
Investigação segue com incertezas
A Polícia Civil destaca que o menino apresenta falhas de memória, com trechos contraditórios ou incompletos em seu relato, o que dificulta a reconstituição precisa do trajeto feito pelas crianças. Embora o depoimento seja considerado importante, ele também amplia as dúvidas sobre o que realmente aconteceu.
As buscas chegaram ao 18º dia nesta quarta-feira (21), sem novos indícios do paradeiro de Ágatha e Allan. Desde o desaparecimento, ocorrido em 4 de janeiro, mais de 500 pessoas participam da operação, incluindo equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Marinha e voluntários.
A investigação é conduzida por uma comissão especial da Polícia Civil, formada por equipes da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal. Familiares, moradores e outras testemunhas continuam sendo ouvidos.
Buscas também se concentram no Rio Mearim
Com o avanço das apurações, as buscas passaram a incluir o leito do Rio Mearim. As operações utilizam o equipamento side scan sonar, capaz de gerar imagens detalhadas do fundo do rio, mesmo em águas turvas. A varredura prevê cerca de 19 quilômetros, com prioridade para os três quilômetros iniciais próximos à “Casa Caída”.
Segundo a SSP, nenhuma linha de investigação foi descartada. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros, e a principal hipótese continua sendo a de que as crianças tenham se perdido na mata.
Enquanto isso, o caso segue cercado de angústia, incertezas e esperança, mobilizando toda a região e mantendo familiares e moradores à espera de respostas sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael.
Fonte e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/01/2026/19:05:04
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