A contratação de empresas (só de fachada), que não possuem nenhum veículo cadastrado em nome delas, virou um grande negócio em Itaituba. Tanto é que foram abertas inúmeras empresas para fazerem parte deste esquema. Ocorre que, se os donos destas empresas não “lerem a cartilha” do Secretário Municipal de Educação de Itaituba, Amilton Teixeira, são perseguidos e até tirados das rotas de transporte escolar de alunos do município.
Como funciona o esquema
Ao longo da administração municipal em Itaituba, implantou-se o famoso “contrato de transporte escolar”. Nada mais é do que um meio de tirar dinheiro da educação, como se fosse de forma legal, para benefícios particulares.
O aliado do gestor ou indicado pela administração abre uma empresa e participa da licitação do transporte escolar. São colocadas à disposição várias “ROTAS” (hoje são 70 rotas). Uma destas rotas é dada para o protegido, que não tem nenhum veículo registrado em nome de sua empresa.
Este beneficiado contrata carros de terceiros, muitos sem as mínimas condições de segurança para transportar os alunos. É pago, pela diária de aluguel, o valor de R$ 411,00, e a empresa fica responsável pelo pagamento do salário do motorista e do monitor, além da manutenção do veículo. Este valor da diária vem ocorrendo há 9 anos sem reajuste. O município dá apenas o combustível.
Antes, a licitação para o transporte escolar era feita na prefeitura. Hoje, o Secretário Municipal de Educação, Amilton Teixeira, convenceu o prefeito Nicodemos Aguiar, e a licitação é feita na SEMED, onde o próprio secretário “dá as cartas”. Ele inclusive articula com um contador de sua confiança, que organiza as empresas contratadas para prestar serviço junto aos motoristas e barqueiros.
Informações extraoficiais que estamos apurando dão conta de que o contador cobra R$ 750,00 de cada barqueiro e de cada motorista para organizar a documentação, o que rende mensalmente em torno de R$ 70.000,00. Há suspeita de que, deste montante, parte seja repassada ao Secretário Municipal de Educação, Amilton Teixeira, informação que estamos apurando.
Este imbróglio do transporte escolar está afetando os alunos do município de Itaituba que dependem do serviço.
Moradores da Agrovila Nova Esperança, Km 22, reclamam que só um micro-ônibus foi deslocado para atender a demanda, o que é insuficiente; isso tem deixado os alunos sem frequentar as aulas desde o início do ano letivo de 2026. Os pais dos alunos fizeram protesto na escola para que as aulas só se iniciem quando a SEMED enviar os dois micro-ônibus para a agrovila. O impasse está criado e os alunos estão sem estudar neste ano de 2026.
Outra denúncia da falta de transporte escolar ocorre no Curral Redondo. Há três semanas as aulas não iniciaram ali por falta de condução. Uma mãe nos relatou que sua filha paga R$ 30,00 diariamente para que um mototáxi a leve à escola. Os pais procuraram a SEMED e as promessas são permanentes de que estão resolvendo a rota, mas, até agora, nada de transporte, e com isso os alunos seguem sem estudar.
A verdade é que o TRANSPORTE ESCOLAR em Itaituba virou um caso de polícia. Diariamente, nas redes sociais e na imprensa, virou rotina a reclamação da falta de transporte para os alunos do ensino fundamental, do qual o município é o responsável e recebe recursos para manter o atendimento. Porém, em Itaituba, apesar de o município ter comprado vários micro-ônibus, ainda tem que contratar empresas para atender a demanda. E a falta de transporte é diária.
Pais de alunos prometem procurar o Ministério Público para denunciar este descaso do Município de Itaituba com o transporte escolar, que está prejudicando o aprendizado dos alunos, muitos sem aula este ano por falta de condução.
Fonte: O impacto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 13/02/2026/16:52:17
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