Adilsinho faz parte da cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele ainda é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.
O PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que fazia a segurança de Adilsinho, também foi preso. Ele servia na UPP Fazendinha/Alemão.
Contra o contraventor havia 5 mandados de prisão em aberto:
- Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros;
- Na Justiça do RJ, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção;
- Na Justiça do RJ, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;
- Na Justiça do RJ, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.
- E um inquérito sigiloso na Justiça Federal.
O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, afirmou que “a prisão ocorreu com toda a tranquilidade, sem qualquer intercorrência. Ele continua confiando na Justiça e vai provar sua inocência nos processos que correm na Justiça”.
Segundo a defesa, Adilsinho estava se exercitando dentro da própria residência por orientação médica no momento da prisão.
Anos de buscas
Segundo a PF, os estrangeiros estavam alojados na própria fábrica e trabalhavam em jornada excessiva: 12 horas por dia, 7 dias por semana, em 2 turnos, inclusive de madrugada, e sem descanso semanal.
“Além disso, os trabalhadores se encontravam em local sem as mínimas condições de higiene, convivendo com animais, esgoto a céu aberto e com os próprios resíduos da produção dos cigarros. Eles não recebiam qualquer remuneração pelos serviços prestados, tinham a liberdade de locomoção restrita e ainda eram forçados a laborar sem equipamentos de proteção”, disse a PF, na época.
A máfia do cigarro
Em 2024, o g1 mostrou como agia a máfia do cigarro no RJ . Na ocasião, segundo as investigações, a quadrilha de Adilsinho já controlava ao menos 45 dos 92 municípios do estado. Nessa região, só os maços produzidos pela quadrilha podiam ser vendidos. Quem desrespeitasse corria risco de vida.
Trata-se de um negócio de bilhões: de 2018 a 2023, segundo dados do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), só de sonegação fiscal o mercado do cigarro falsificado deixou de pagar R$ 10 bilhões em impostos em todo o Brasil – mais de R$ 2 bilhões só no Rio de Janeiro.
A marca Gift já era vendida ilegalmente no Rio – contrabandeada do Paraguai e rendendo milhões aos responsáveis pelo crime. Para ter o monopólio da venda ilegal, a máfia do cigarro no Rio passou a falsificar os cigarros em fábricas locais, com mão de obra inicialmente paraguaia – para que os cigarros mantivessem a qualidade daquele país.
Mas a fabricação hoje já é feita por brasileiros. Após produzirem os cigarros, a máfia obriga donos de bancas de jornal e comerciantes a oferecer somente o produto falsificado — e fiscaliza constantemente os pontos de venda.
Histórico de crimes
Em 2009, Adilsinho foi alvo da Operação Furacão, que investigou a cúpula do jogo do bicho do estado e seu envolvimento com máquinas de caça-níquel.
Segundo investigações da época, programas de apostas eletrônicas instalados nas máquinas das casas de jogos do Rio eram alterados para ludibriar apostadores e lavar dinheiro. Por essa investigação, ele chegou a ser condenado a 3 anos e meio de reclusão, mas depois teve sua pena extinta pelo desembargador Paulo Espirito Santo.
Em 2011, o nome de Adilson voltou a ganhar os noticiários por conta da Operação Dedo de Deus. Na casa dele, na Barra da Tijuca, policiais acharam R$ 4,6 milhões escondidos em fundos falsos de paredes e na rede de esgoto, além de material do jogo do bicho.
Na pandemia, Adilson deu uma festa de luxo para 500 pessoas e shows com cantores famosos, para comemorar seu aniversário. O evento, que teve direito a traje black-tie, era para comemorar os 51 anos de Adilsinho.
A ideia era fazer a grande festa em 2020, quando ele completou 50 anos, mas com o início da pandemia, ele adiou o evento.
O g1 teve acesso a um vídeo-convite do aniversário de Adilsinho. O “save the date” mostra os saguões do hotel ao som de um tema que lembra o do “Poderoso Chefão”.

Alvo de operação da PF deu festa no Copacabana Palace para 500 pessoas na pandemia
Futebol e carnaval
Em 2010, Adilsinho fundou um clube, o Clube Atlético Barra da Tijuca, agremiação que chegou a disputar divisões inferiores do campeonato estadual.
No time, além de ser fundador, Adilsinho atuou como jogador e batedor oficial de pênaltis.
Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/02/2026/08:45:51
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