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Acompanhada da filha, esposa de Pedro Bial é assaltada em plena luz do dia, em São Paulo

Crime aconteceu na Rua Álvaro Martins, onde Maria Prata andava com a filha Dora, de apenas seis anos. Motociclista armado, disfarçado de entregador de comida, levou o celular da jornalista e fugiu

A jornalista e consultora de conteúdo Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial, da TV Globo, foi assaltada na manhã de quinta-feira (22) no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

O assalto aconteceu na Rua Álvaro Martins, onde Maria Prata andava com a filha Dora, de 6 anos, por volta das 11h50.

O autor do crime é um motociclista disfarçado de entregador de comida, que estava armado e exigiu o celular e joias da jornalista, segundo o boletim de ocorrência registrado no 7° Distrito Policial da região.

O criminoso também pediu a senha do celular da jornalista e levou o aparelho aberto, com todos os dados expostos.

Em publicação nas redes sociais, a jornalista afirmou que viveu ao lado da filha uma “situação que ninguém deveria passar na vida”. Ela mesma publicou o vídeo com a abordagem do criminoso em plena luz do dia.

“Não estava com celular na mão. Não estava ‘dando bobeira’ num ‘lugar perigoso’. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas) e estava andando 20m até a casa para onde íamos. “Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?’ ‘Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo'”, contou a filha do escritor Mário Prata.

“São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara. Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado, e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente”, declarou a jornalista.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a “Polícia Civil investiga um roubo e que o “policiamento na região foi reforçado”.

“Segundo o registro, a vítima estava acompanhada da filha quando foi abordada por um homem em uma motocicleta, que anunciou o assalto e subtraiu um telefone celular. O autor fugiu e diligências são realizadas para identificá-lo. O caso foi registrado pela Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 7º Distrito Policial, área dos fatos, que prossegue com as apurações. O policiamento na região foi reforçado”, disse a pasta do governo paulista.

Leia a íntegra do relato de Maria Prata nas redes sociais:

“Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua. Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça.

Não estava com celular na mão. Não estava “dando bobeira” num “lugar perigoso”. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, SP) e estava andando 20m até a casa para onde íamos.

“Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?” “Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo”.

“Mamãe, por que você tá tirando sua aliança?” “Qual a senha do iPhone? A senha do iPhone!”

Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. “Repete! A senha!!” “Eu abro o celular pra você!”

“A senha!! Você é polícia?!” Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu tava armada.

Repete a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu.

“Mamãe, o que aconteceu?”. Dora não viu a arma, não entendeu o que tava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece.

Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro, que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, “quero ir pra casa, mamãe”. Chegou polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo.

Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece.

São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara. Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente.

Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou. A todos os amigos que nos receberam, obrigada. Em frente. Estamos vivas”.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/01/2026/12:27:13

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