Uma ação integrada de combate ao garimpo ilegal nas Terras Indígenas Aripuanã, Kayabi e Sararé, realizada pelas forças de segurança em Mato Grosso, resultou na inutilização de cerca de 40 maquinários e equipamentos e na apreensão de 51 mil litros de combustível, além de motores, embarcações, acampamentos, dispositivos de conectividade, ouro e mercúrio. A operação aconteceu entre os dias 4 e 12 de fevereiro.
Os trabalhos foram coordenados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas também contou com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Polícia Federal, da Polícia Militar Ambiental, do Batalhão de Operações Policiais Especiais de Mato Grosso (Bope/MT) e da Polícia Civil.
A operação resultou na retirada de um robusto aparato utilizado no garimpo ilegal, com a apreensão e inutilização de 23 dragas, 12 balsas de mergulho, 5 escavadeiras hidráulicas e um trator de esteira, equipamentos considerados de elevado poder de degradação ambiental.
Além disso, foi encontrado um dispositivo de conectividade via internet, utilizado para coordenar as ações criminosas em tempo real, e outros bens como motosserra, motocicleta e aparelhos celulares.
Também foram apreendidos 29 motores estacionários, 13 embarcações com motores de popa, sete acampamentos clandestinos e 51.600 litros de óleo diesel, volume suficiente para manter uma escavadeira hidráulica em operação contínua por cerca de duas mil horas. Segundo estimativas técnicas, nesse período uma única máquina pode remover centenas de milhares de toneladas de solo, devastando áreas equivalentes a dezenas de campos de futebol.
Além do maquinário pesado, a fiscalização apreendeu 28,8 gramas de ouro, 36,32 gramas de mercúrio, substância altamente tóxica utilizada no processo de separação do ouro
A presença desses equipamentos evidencia a estrutura organizada da atividade criminosa e seus graves impactos ambientais. Ao neutralizar esses recursos, a operação desarticula a logística do garimpo ilegal e reduz sua capacidade de reorganização imediata nos territórios indígenas.
A atividade garimpeira em terras indígenas é ilegal e provoca graves impactos ambientais, o que afeta diretamente os territórios e o modo de vida dos povos Cinta-Larga, Kayabi e Nambiquara. Além dos danos ambientais, a presença de invasores amplia riscos sociais e pressões sobre as comunidades indígenas.
Segundo a coordenadora-geral de fiscalização vinculada à Diretoria de Proteção da Territorial (DPT) da Funai, Juliana de Almeida, as ações reforçam o compromisso da Funai “no combate a ilícitos em terras indígenas e destacam a importância da atuação integrada entre distintos órgãos para potencializar os resultados alcançados”.
A ação integra a estratégia permanente de fiscalização da Funai, junto com os órgãos de segurança responsáveis, para garantir a posse plena e o usufruto exclusivo das terras tradicionalmente ocupadas, conforme previsto na Constituição Federal. Novas operações conjuntas estão previstas, reforçando o compromisso institucional com a proteção territorial e o enfrentamento aos ilícitos em terras indígenas.
Fonte: Olhar Direto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 05/03/2026/14:14:53
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