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TJ homologa afastamento de juíza por ‘blindar’ marido em MT

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) homologou na tarde de hoje, por maioria num placar de 10 a 1 entre os desembargadores presentes na sessão, o afastamento da juíza Maria das Graças Gomes da Costa, que atuava na Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis. Ela é suspeita de usar a função para “blindar” o próprio marido, Antenor Alberto de Matos Salomão, réu em uma ação penal pelo feminicídio da bancária Leidiane Sousa Lima, de 34 anos, ocorrido em 2023.

O afastamento de Maria das Graças foi cumprido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso após o Ministério Público de Mato Grosso encaminhar, no dia 19 de dezembro, uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontando interferência da magistrada em ações envolvendo a guarda da filha da vítima do feminicídio atribuído ao marido dela. O CNJ informou que o caso está em análise pela Corregedoria e o processo está em sigilo.

Conforme a reclamação, por trabalhar na Vara Especializada da Infância e Juventude da cidade onde o crime ocorreu, a juíza tentou dificultar o cumprimento de uma decisão judicial que concedeu a guarda da filha de Leidiane à avó materna. A magistrada, no entanto, teria levado a criança para outro local, impedindo o cumprimento da medida.

À época do feminicídio, a Polícia Civil informou que Antenor e Leidiane estavam em uma briga judicial em relação à guarda da filha, de 2 anos. Mas o crime teria sido motivo pelo acusado ainda ter um sentimento amoroso pela vítima, que não foi correspondido.

A apuração feita pelo MP também aponta que o marido da magistrada usou a arma funcional da esposa durante a prisão domiciliar. Foram encontrados ainda registros de ligações feitas por Antenor pelo telefone funcional da juíza, inclusive logo após o crime. Maria das Graças possui uma série de procedimentos investigativos dentro do TJMT devido ao envolvimento com o esposo.

Em 2009, a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso pediu o afastamento dela, à época no Fórum de Sinop, por manter o companheiro em seu gabinete. Naquele período, ele era investigado pela Polícia de São Paulo por tentar agarrar uma secretária. Já em 2023, a magistrada também passou a ser monitorada pela Corregedoria logo após o marido Antenor ser preso pelo feminicídio contra a bancária.

Fonte: Folha Max e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/01/2026/07:24:24

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