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BR-230: Dnit confirma que ponte do Araguaia também será demolida e reconstruída

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Decisão drástica sobre a Ponte Transaraguaia se soma à condenação de outras duas pontes na mesma rodovia, sobre o rio Itacaiúnas, em Marabá, anunciada no início deste ano.

A infraestrutura rodoviária da região Norte do Brasil enfrenta um de seus momentos mais críticos das últimas décadas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou oficialmente que a Ponte Transaraguaia, localizada sobre o Rio Araguaia, na divisa entre os estados do Pará e Tocantins, será totalmente demolida e reconstruída. A decisão, comunicada em nota oficial, mantém a interdição total da estrutura por tempo indeterminado e evidencia um colapso logístico que afeta diretamente o escoamento da produção e a integração regional.

A medida, classificada pelo órgão como de caráter “estritamente preventivo”, foi fundamentada nos resultados alarmantes de um Relatório Técnico de Avaliação Estrutural. As investigações, conduzidas minuciosamente entre os meses de fevereiro e abril de 2026, revelaram um cenário de deterioração avançada que inviabiliza qualquer tentativa de recuperação ou manutenção paliativa da estrutura atual.

Para chegar a esse diagnóstico definitivo, a estrutura foi submetida a um rigoroso escrutínio técnico. As equipes de engenharia realizaram inspeções visuais detalhadas em todos os apoios da ponte, complementadas por ensaios não destrutivos com tecnologia de ultrassom. Além disso, houve a extração e ensaios de amostras de concreto, conhecidas tecnicamente como corpos de prova, para avaliar a resistência e a integridade dos materiais que compõem a obra.

O monitoramento das vibrações da estrutura, aliado a levantamentos topográficos precisos e a uma prova de carga controlada utilizando veículos pesados, permitiu ao DNIT avaliar com elevado grau de confiabilidade as reais condições da ponte. Esse conjunto de procedimentos técnicos culminou na identificação de um quadro de deterioração elevada nos elementos estruturais fundamentais para a sustentação da via.

Os problemas mais graves foram detectados nos blocos de fundação e nos pilares do trecho central, exatamente aqueles que sustentam o vão principal sobre o canal do rio. A gravidade da situação exige medidas extremas, uma vez que o comprometimento dessas bases coloca em risco iminente a segurança de todos os usuários que transitam pela rodovia BR-230, uma das mais importantes artérias de transporte do país.

Apesar da decisão já tomada pela demolição, as investigações laboratoriais complementares seguem em andamento. Ensaios de petrografia e microscopia eletrônica estão sendo realizados para contribuir com o diagnóstico final das causas exatas que levaram a essa deterioração acelerada.

Esses dados serão cruciais não apenas para entender o que falhou na estrutura atual, mas também para orientar o projeto da nova ponte, garantindo que os mesmos erros não se repitam no futuro.

RECONSTRUÇÃO

Diante da situação de emergência apresentada, o DNIT informou que a publicação do edital de licitação dos serviços para a reconstrução da Ponte Transaraguaia está programada para o dia 26 de junho de 2026.

A obra será realizada no âmbito do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE). A promessa do órgão é que a nova ponte seja concebida segundo as normas técnicas mais atuais, incorporando padrões de segurança, durabilidade e capacidade de carga compatíveis com a importância estratégica desta travessia.

BALSAS

Para minimizar os severos impactos no tráfego e na economia local, o DNIT já iniciou os procedimentos internos para a contratação emergencial de balsas. O objetivo é restabelecer a travessia de forma segura o mais rápido possível, enquanto a nova ponte não for concluída.

Até que as balsas entrem em operação, as rotas alternativas previamente divulgadas continuam sendo a única opção para os motoristas, exigindo desvios significativos e aumentando o tempo e o custo das viagens.

OUTRAS PONTES

O colapso da Ponte Transaraguaia não é um evento isolado na BR-230. A decisão drástica de demolição se soma a um cenário igualmente preocupante registrado no município de Marabá, no sudeste do Pará. No início deste ano, o DNIT também confirmou a demolição e reconstrução de outras duas pontes localizadas na mesma rodovia, desta vez sobre o Rio Itacaiúnas.

As estruturas em Marabá, que interligam os núcleos da Nova Marabá, Cidade Nova e Velha Marabá, apresentaram problemas estruturais gravíssimos, semelhantes aos encontrados na Ponte Transaraguaia. O diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, em declaração ao portal Correio de Carajás em abril de 2026, destacou que os estudos técnicos apontaram a total inviabilidade na recuperação das estruturas existentes.

“As duas pontes de Marabá se apresentaram economicamente inviáveis de se fazer uma recuperação. Até financeiramente, o custo não vale a pena. Então, foi decidido fazer pontes novas”, afirmou Galvão na ocasião. A decisão ocorreu após meses de incerteza e pressão por parte de autoridades locais e do Ministério Público Federal (MPF), que chegou a acionar a Justiça para cobrar obras urgentes e evitar um colapso iminente.

As vistorias realizadas nas pontes sobre o Rio Itacaiúnas revelaram um cenário assustador: afundamento da pista superior ao previsto, rachaduras extensas na malha asfáltica e fissuras profundas nas estacas de fundação dos pilares. Esses danos indicavam um comprometimento severo da capacidade de resistência das pontes, colocando em risco a vida de milhares de motoristas que utilizam a via diariamente.

A situação em Marabá foi agravada pela ineficiência das medidas paliativas adotadas inicialmente e pela ausência de fiscalização adequada. O MPF apontou que a sinalização no local era insuficiente, com marcações desgastadas e placas desbotadas. Além disso, um pórtico físico de controle de altura, que limitava o acesso de veículos pesados, foi danificado e removido sem substituição, permitindo que caminhões continuassem circulando livremente sobre as estruturas danificadas.

A reconstrução das pontes em Marabá será feita em etapas, com a demolição de uma estrutura por vez, mantendo o tráfego parcialmente liberado na outra, em uma tentativa de evitar a interrupção total do trânsito na região. No entanto, a soma desses eventos — a condenação das pontes sobre o Rio Itacaiúnas e, agora, da Ponte Transaraguaia — expõe uma fragilidade sistêmica na infraestrutura da BR-230.

Fonte: Correio de Carajás e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 09/05/2026/09:52:57

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