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“Não fui eu”, diz ex-presidiário acusado de estuprar e matar a própria irmã de 17 anos em Cuiabá

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A Polícia Civil investiga a motivação do homicídio e também apura a suspeita de violência sexual.

Marcos Pereira Soares, 23 anos, acusado de assassinar a própria irmã de 17 anos, negou envolvimento no crime e afirmou estar sendo acusado injustamente. Chorando, ele declarou que não permanecerá preso, pois, segundo ele, não foi o responsável pela morte da adolescente.

“Não fui eu que matei ela não. Encontraram a roupa dela lá, mas não fui eu. Estou pagando por um crime que não tenho nada a ver. Eu quase nunca via ela. Eu não matei, eu juro que não fui eu”, disse na manhã desta quinta-feira (12), enquanto era retirado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e colocado em um camburão.

Questionado sobre a tentativa de tirar a própria vida enquanto esteve preso na unidade policial, Marcos afirmou que preferiria morrer a ser condenado por um crime que diz não ter cometido.

“Tentei me matar porque é melhor do que pagar por um crime que não cometi. Eu não matei minha irmã, eu juro por Deus, e vou sair, em nome de Jesus, porque eu não devo”, declarou.

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O crime

A adolescente que estava desaparecida desde terça-feira (10) foi encontrada morta na noite de quarta-feira (11), dentro do córrego Vassoura, no bairro Três Barras, em Cuiabá. O corpo apresentava sinais de violência extrema e a Polícia Civil também investiga a suspeita de abuso sexual.

Familiares relataram que Marcos foi até a casa onde a jovem morava com o companheiro, na residência do sogro dela, e iniciou uma confusão com os moradores. Durante a briga, ele teria retirado a irmã do imóvel à força e a colocado em uma motocicleta. Após esse momento, a adolescente não foi mais vista.

Na quarta-feira (11), a mãe dos dois chegou a questionar Marcos sobre o paradeiro da filha. No entanto, o acusado apresentou versões contraditórias. Apesar de estar com o celular da vítima, afirmou que não sabia onde ela estava.

Desconfiada, a mulher acionou outros familiares. Ao perceber que seria confrontado, Marcos fugiu da casa e se escondeu em uma área de matagal nas proximidades do bairro.

Enquanto isso, familiares iniciaram buscas pela jovem na região e, por volta das 21h30, encontraram o corpo dela dentro do córrego Vassoura, nos fundos da casa do suspeito.

Após a localização, a Polícia Militar foi acionada. No local, os policiais encontraram o corpo da adolescente submerso na água, em posição de decúbito ventral (de bruços). A vítima estava com a mão e a perna esquerda amarradas entre as raízes de uma árvore. Além disso, uma pedra de grande porte havia sido colocada sobre as costas do corpo.

A jovem estava parcialmente submersa, enrolada em um lençol, sem roupas e apresentava diversos ferimentos pelo corpo, além de queimaduras.

As roupas da vítima foram encontradas na casa do irmão pela companheira dele horas antes da localização do corpo.

A área foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia que devem esclarecer a causa da morte e confirmar ou descartar a hipótese de estupro.

Prisão

Marcos foi localizado e preso pela Polícia Militar ainda na noite de quarta-feira (11), enquanto caminhava pela Avenida Brasil, no bairro CPA II, em Cuiabá.

Após o flagrante, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito. O pedido deve ser analisado durante a audiência de custódia.

Investigações apontam ainda que Marcos estava em liberdade havia apenas dois dias, após obter progressão de regime para o semiaberto.

Histórico penal

Marcos Pereira Soares possui um longo histórico criminal. Em 2023, ele foi condenado pelo Tribunal do Júri a 19 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de um vizinho ocorrido em 2020, no bairro Três Barras. No mesmo processo, também recebeu pena superior a cinco anos por roubo majorado.

Além dessas condenações, ele possui registros policiais por tráfico de drogas, corrupção de menores, uso ilícito de drogas, direção perigosa, adulteração de sinal identificador de veículo, porte ilegal de arma de fogo, resistência, ameaça, lesão corporal e estupro de vulnerável.

Mesmo cumprindo pena na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, Marcos chegou a descumprir medidas judiciais. Em dezembro do ano passado, durante período em que saía para trabalhar na limpeza urbana de Cuiabá devido ao regime semiaberto, ele foi até a casa da companheira e a agrediu com um capacete de motocicleta, mesmo existindo medida protetiva em vigor.

Ele chegou a ser preso novamente por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva, mas ainda assim voltou a ser beneficiado com o regime semiaberto.

Há ainda a suspeita de que Marcos tenha participado da morte de uma tia em 2018, quando ainda era menor de idade. A vítima também foi encontrada nua dentro de um córrego após desaparecer por dois dias. Não há confirmação oficial se ele chegou a responder judicialmente por esse caso.

Fonte: Repórter MT a e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 12/03/2026/13:43:32

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