Cerca de três em cada dez quilos de açaí produzidos na Amazônia Legal têm origem em estabelecimentos extrativistas que não possuem acesso à energia elétrica de fornecimento público. Nos casos do óleo de copaíba, da carnaúba e da fibra de piaçava, mais de 80% do volume anual é extraído nessas condições.
Os dados fazem parte de um mapeamento divulgado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 49 produtos do extrativismo vegetal na região amazônica e resultou em relatório lançado no fim de 2025, agora disponível ao público por meio da Plataforma Mapeamento da Sociobioeconomia, ferramenta interativa online.
Segundo o estudo, a exclusão elétrica impacta diretamente a cadeia produtiva da sociobioeconomia. Sem energia, produtores não conseguem utilizar equipamentos como refrigeradores e máquinas de beneficiamento, o que obriga a venda de frutas in natura e reduz a margem de lucro. Nesse cenário, muitos extrativistas ficam dependentes de atravessadores.
Em termos proporcionais, as unidades produtivas sem eletrificação representam 74% em Roraima e 66% no Amazonas. No Pará — estado com maior número absoluto de estabelecimentos extrativistas — o índice chega a 45%.
A plataforma permite cruzar informações detalhadas sobre produção e acesso à infraestrutura elétrica em mais de 770 municípios da Amazônia Legal, incluindo dados por distrito e subdistrito. Também é possível incorporar camadas geográficas ao mapa, como linhas de transmissão, rodovias, ferrovias e hidrovias próximas aos polos produtivos.
De acordo com os coordenadores do projeto, a ferramenta amplia o nível de detalhamento das informações disponíveis e pode contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à universalização do acesso à energia na região. O objetivo é oferecer dados territoriais mais precisos para orientar soluções adaptadas às diferentes realidades da Amazônia e fortalecer o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem do extrativismo.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progressso 03/03/2026/17:05:40
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

