úri dos EUA manda Meta pagar US$ 375 milhões em processo sobre exploração sexual infantil

A ação foi movida pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, que acusou a empresa de enganar usuários sobre a segurança de suas plataformas e de permitir a exploração sexual infantil.

A decisão encerra um julgamento de seis semanas e marca a primeira manifestação de um júri sobre essas acusações contra a empresa. A Meta também é dona do Facebook e enfrenta questionamentos mais amplos sobre o impacto de suas plataformas na saúde mental dos jovens.

O procurador-geral Raúl Torrez, democrata, afirmou no processo que a empresa permitiu que predadores tivessem acesso irrestrito a usuários menores de idade e os conectassem a vítimas. Segundo ele, isso muitas vezes resultou em abusos no mundo real e tráfico de pessoas.

A Meta negou as acusações, afirmando que possui amplas medidas de proteção para usuários mais jovens.

 

Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas

Questionamentos na Justiça

Outro julgamento na Califórnia avalia se Meta e YouTube devem ser responsabilizados por causar deliberadamente dependência em crianças.

O caso é visto como um teste importante para o futuro de centenas de ações semelhantes em andamento nos EUA.

Nos últimos anos, a Meta tem enfrentado crescente escrutínio sobre a segurança de crianças e adolescentes.

Parte dessa pressão ganhou força após depoimentos de uma denunciante ao Congresso, em 2021. Ela afirmou que a empresa sabia dos potenciais danos de seus produtos, mas se recusou a agir.

Separadamente, a Meta enfrenta milhares de processos. As ações acusam a empresa — e outras redes sociais — de projetar seus produtos para viciar jovens, contribuindo para uma crise de saúde mental em todo o país.

Alguns desses casos, apresentados em tribunais estaduais e federais, pedem indenizações de dezenas de bilhões de dólares, segundo documentos enviados pela empresa a reguladores.

O processo no Novo México

A ação teve origem em uma operação disfarçada conduzida em 2023 pelo escritório de Torrez, ex-promotor. Como parte do caso, investigadores criaram contas no Facebook e no Instagram se passando por usuários com menos de 14 anos.

Essas contas receberam material sexualmente explícito e foram contatadas por adultos em busca de conteúdo semelhante. Segundo o gabinete do procurador-geral, isso levou a acusações criminais contra várias pessoas.

O estado afirma que a Meta dizia ao público que Instagram, Facebook e WhatsApp eram seguros para adolescentes e crianças no Novo México, enquanto ocultava a quantidade de conteúdo perigoso hospedado nas plataformas.

Documentos internos, segundo o estado, reconheciam problemas com exploração sexual e danos à saúde mental. Mesmo assim, diz a ação, a empresa não implementou ferramentas básicas de segurança, como verificação de idade, e continuou a afirmar que as plataformas eram seguras.

O estado também acusou a Meta de projetar suas plataformas para maximizar o engajamento, mesmo diante de evidências de que isso prejudica a saúde mental de crianças.

Recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos mantêm os jovens conectados por mais tempo, estimulando comportamentos viciantes que podem levar à depressão, ansiedade e automutilação, segundo o processo.

O caso buscava indenização financeira e uma ordem para que a Meta implementasse mudanças voltadas a melhorar a segurança das crianças nas plataformas.

“Ao longo de uma década, a Meta falhou repetidamente em agir com honestidade e transparência”, disse Linda Singer, advogada do estado, ao júri, durante as alegações finais na segunda-feira. “Falhou em proteger os jovens deste estado. Cabe a vocês concluir esse trabalho.”

A Meta argumentou que foi transparente ao reconhecer que não consegue impedir todo o conteúdo prejudicial em suas plataformas.

“O que as provas mostram são as divulgações robustas da Meta e seus esforços incansáveis para prevenir conteúdo nocivo. E essas divulgações significam que a Meta não mentiu de forma consciente e intencional ao público”, disse Kevin Huff, advogado da empresa, nas alegações finais.

Em maio, o juiz Bryan Biedscheid, responsável pelo caso, deve conduzir um julgamento sem júri sobre a alegação do estado de que a Meta criou um incômodo público, prejudicando a saúde e a segurança dos moradores.

O estado pedirá que o juiz determine mudanças nas plataformas para adequá-las à legislação estadual.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 25/03/2026/07:30:34

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:c

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

O papel da publicidade online no crescimento dos negócios digitais