TRE apreende material de campanha eleitoral no Rancho Não Posso me Amofiná

Nesta sexta-feira (23/10), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizou uma fiscalização na escola de samba “Rancho Não Posso me Amofiná”, em Belém, após denúncia de distribuição irregular de materiais de campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Durante a ação, foram apreendidos itens de propaganda política encontrados no local.

A denúncia envolve a possível distribuição de material eleitoral em uma área utilizada para atender eleitores no espaço que também funciona como seção eleitoral. A fiscalização integra as ações da Justiça Eleitoral para combater irregularidades na propaganda política.

Após a operação, a agremiação divulgou uma nota de repúdio contra a medida. Segundo o Rancho, além dos materiais de campanha, também foram recolhidas mercadorias, roupas da boutique e peças carnavalescas pertencentes à escola.

“O Rancho Não Posso Me Amofiná vem a público manifestar sua indignação e profunda preocupação diante dos acontecimentos registrados na manhã desta sexta-feira, quando foram retirados da sede da agremiação materiais de campanha eleitoral relacionados a Flávio Bolsonaro, além de mercadorias, roupas da boutique e materiais carnavalescos pertencentes à escola”, diz o comunicado.

Segundo a nota, a situação teria provocado apreensão e indignação entre pessoas ligadas à agremiação, especialmente diante da extensão dos materiais recolhidos e dos possíveis impactos sobre o funcionamento das atividades culturais e carnavalescas desenvolvidas pelo Rancho.

“Embora reconheçamos a importância do cumprimento das decisões judiciais e do respeito às instituições, consideramos legítimo solicitar esclarecimentos transparentes sobre os critérios utilizados na diligência, a identificação detalhada dos bens recolhidos e a fundamentação para a eventual inclusão de mercadorias, roupas e materiais carnavalescos que, segundo as informações disponíveis, não teriam relação direta com o objeto da investigação eleitoral”, defendeu a escola na nota.

Ainda no comunicado, a entidade solicitou esclarecimentos sobre os critérios adotados na fiscalização, a relação dos bens apreendidos e a justificativa para o recolhimento de itens que, conforme a agremiação, não teriam ligação direta com a investigação eleitoral.

“O Rancho Não Posso Me Amofiná vem a público manifestar sua indignação e profunda preocupação diante dos acontecimentos registrados na manhã desta sexta-feira, quando foram retirados da sede da agremiação materiais de campanha eleitoral relacionados a Flávio Bolsonaro, além de mercadorias, roupas da boutique e materiais carnavalescos pertencentes à escola.

A situação provocou apreensão e indignação entre pessoas ligadas à agremiação, especialmente diante da extensão dos materiais recolhidos e dos possíveis impactos sobre o funcionamento das atividades culturais e carnavalescas desenvolvidas pelo Rancho.

Embora reconheçamos a importância do cumprimento das decisões judiciais e do respeito às instituições, consideramos legítimo solicitar esclarecimentos transparentes sobre os critérios utilizados na diligência, a identificação detalhada dos bens recolhidos e a fundamentação para a eventual inclusão de mercadorias, roupas e materiais carnavalescos que, segundo as informações disponíveis, não teriam relação direta com o objeto da investigação eleitoral.

Ressaltamos que esta manifestação não pretende antecipar julgamentos sobre a legalidade dos procedimentos realizados, cuja avaliação depende do conhecimento integral da decisão judicial e dos documentos que fundamentaram sua execução. Defendemos, entretanto, que toda medida seja conduzida com observância ao devido processo legal, à proporcionalidade, ao direito de defesa e à proteção dos bens e direitos envolvidos.

O patrimônio de uma escola de samba não se resume a objetos e mercadorias: representa história, identidade, memória coletiva, trabalho e sustento de pessoas que dedicam suas vidas à preservação da cultura popular.

O Rancho Não Posso Me Amofiná é uma instituição de grande relevância para a cultura popular paraense e para a comunidade jurunense. Sua trajetória é construída por gerações de sambistas, trabalhadores, artistas, colaboradores e brincantes que mantêm viva a tradição do Carnaval de Belém.”

Fonte: Dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 24/10/2026/17:03:02

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