Tradicional pesca do mapará mobiliza centenas de pescadores no PA após 4 meses de proibição

A temporada de pesca do mapará foi oficialmente reaberta neste domingo (1º), no Baixo Tocantins, no nordeste do Pará.

Após quatro meses de defeso, período que vai de novembro a fevereiro e que busca garantir a reprodução da espécie, centenas de comunidades da região celebraram a volta da captura do peixe, considerada uma das mais importantes manifestações econômicas e culturais do Pará.

Em Cametá, cidade no nordeste do Pará, com o céu ainda escuro, pescadores já estavam na água para iniciar um dos “borqueios”, uma técnica de cerco aos cardumes de mapará. A expectativa é grande todos os anos.

“Ano passado tivemos 332 denúncias; este ano passou para duas, quase zero. Foi um trabalho bom. Agora a gente espera que a mãe natureza retribua com muito mapará para todos nós’, contou o secretário de meio ambiente de Cametá, Lucas Fernandes.
Em Cametá mais de 60 acordos de pesca participam dos borqueios, tanto pra impedir a pesca quanto para a abertura. Só no primeiro dia de pesca, as comunidades do município, somadas, tiram mais de 150 toneladas de mapará.

A cidade tem 150 mil habitantes. Quarenta mil vivem em 250 comunidades ribeirinhas, espalhadas em ilhas.

No Rio Pindobal, divisa entre Cametá e Igarapé-Miri, a pesca com rede demanda paciência e estratégia. Apenas canoas são permitidas na água para não afugentar os peixes.

Os “taleiros” vão à frente, usando “talas” (bastões) para sentir a localização dos cardumes. Uma vez encontrado o cardume, a rede é lançada e o borqueio começa.

Um dos momentos cruciais e arriscados é a atuação dos mergulhadores. Eles chegam a mergulhar mais de 10 metros de profundidade para ajustar a rede debaixo d’água, tirar galhos e garantir que nenhum peixe escape. Mergulhador e pescador, José Gonçalves reconhece o risco da função.

“É uma tarefa arriscada. Se a gente ficar preso na rede, acaba o fôlego e acabamos morrendo”, revela.
Um tempo depois, o cerco se aperta, e o mapará começa a aparecer, transformando o rio em uma festa de embarcações coloridas. Pescadores, ribeirinhos e turistas se misturam, todos em busca de um espaço para participar dessa tradição secular.

A paixão pela pesca é passada de geração em geração. Durante o momento da retomada, famílias inteiras participam: pai e filho, mãe e filha, avô e neta e por aí vai.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 02/03/2026/13:34:04

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com