‘Tentei contato e ele me bloqueou’: filha de 24 anos processa pai por abandono afetivo e relata vida de ausência

A história da corretora de imóveis Vitória Schroder, de 24 anos, é marcada pela ausência. Sem qualquer convivência com o pai desde o nascimento, ela cresceu tentando entender o vazio deixado por quem nunca esteve presente — e decidiu buscar na Justiça o reconhecimento por abandono afetivo.
“A história que me contaram é que, quando minha mãe engravidou, ele falou que não queria ter filhos. Ele passou lá em casa, buscou ela, levou ao cartório, me registrou e, desde então, ele sumiu.”
Para ela, o registro nunca foi suficiente. “Faltou participar da minha vida.”
Especialistas explicam que esse tipo de percepção costuma surgir ainda na infância. “Quando a criança compreende que tem alguém faltando, ela começa a se comparar com os outros e a se questionar”, afirma a psicóloga clínica e forense Andréia Calçada.
Sem o pai e, depois, também sem a mãe — que morreu quando Vitória ainda era pequena —, ela foi criada pelos avós maternos. Mesmo com o cuidado da família, as marcas do abandono afetivo permaneceram.
De acordo com a psicóloga Glícia Brasil, esse tipo de comportamento é comum. “Há medo de rejeição, ansiedade e dificuldade de acreditar que pode ser amado”, explica.
Já adulta, Vitória tentou, mais uma vez, se aproximar do pai — sem sucesso. “Uma última coisa que eu me recordo dele é de quando eu tentei entrar em contato diversas vezes e ele simplesmente me bloqueou.”
Aos 18 anos, ela decidiu entrar na Justiça por abandono afetivo. O pai foi condenado a pagar uma indenização de R$ 150 mil e recorreu da decisão.
Apesar da vitória judicial, Vitória diz que o processo não preenche a ausência. “Ajuda, mas não é tudo. Eu queria ter o meu pai.”
Para especialistas, a indenização não tem como objetivo substituir o vínculo, mas reconhecer a falha no dever de cuidado. A legislação brasileira passou a permitir esse tipo de ação de forma mais clara a partir de 2025, reforçando que a presença dos pais na vida dos filhos vai além do sustento financeiro.
Hoje, Vitória tenta ressignificar a própria história, mas ainda carrega perguntas sem resposta. Se pudesse falar com o pai, sabe exatamente o que diria:
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 09/04/2026/07:59:55
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