Suspeitos de integrar quadrilha de roubos, sequestros e extorsões contra motoristas de aplicativo no Pará são presos

Agentes da Polícia Civil de quatro estados participaram da Operação Ampulheta, que visa suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha de roubos, sequestros e extorsões contra motoristas de aplicativo no Pará. Equipes cumpriram em 14 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Maranhão e Rio Grande do Sul na manhã de quinta-feira (17).
De acordo com as investigações, os suspeitos são ligados a uma facção criminosa que cometia os crimes na Região Metropolitana de Belém, sempre com motoristas de aplicativos como alvo. A Operação Ampulheta foi coordenada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Pará (DRCO/PCPA), em ação integrada com as Polícias Civis dos quatro estados.
A polícia identificou que os chefes da quadrilha, residentes em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, abriam grupos em aplicativos de mensagens e determinavam a realização de “missões”, que consistiam em roubos a motoristas de aplicativo, sequestros e extorsões nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, todas no Pará.
Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Navegantes e São José, ambos em Santa Catarina; Bagé, no Rio Grande do Sul; Centro Novo do Maranhão, no Maranhão; e Rio de Janeiro capital.
Em Santa Catarina, equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO/DEIC) participaram da operação e cumpriram três mandados de prisão temporária, localizando e detendo os alvos do estado. Eles foram localizados após trocas de informações de inteligência entre a DRCO/PCPA e a DRACO/PCSC. Um homem de 26 anos foi preso em sua residência, no bairro Nossa Senhora do Rosário, e um segundo investigado, de 30 anos, foi preso também em casa, no bairro Flor de Nápolis, ambos na cidade de São José. O terceiro alvo, um homem de 31 anos, já se encontrava preso no presídio de Itajaí por outros crimes, tendo sido dado cumprimento a nova ordem judicial em seu desfavor.
Antes de a operação ser deflagrada, todos os suspeitos foram identificados, e a maior parte dos veículos recuperada. Só então a polícia pediu à Justiça a emissão dos mandados. Durante os cumprimentos, foram apreendidos documentos, celulares e veículos, que passarão por perícia e auxiliarão na continuidade das investigações.
Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça.
Fonte:G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 17/09/2026/14:13:02
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