Suspeita de aplicar mais de R$ 700 mil em golpes imobiliários é presa em Santarém

A prisão foi realizada durante uma operação da Polícia Civil, com apoio do Núcleo de Inteligência e da Superintendência Regional. Segundo o delegado Wellington Kennedy, as investigações comprovaram que os casos não se tratavam de simples descumprimentos de contratos, mas de crimes de estelionato.

“Conseguimos, através de uma investigação bem técnica, constatar que se tratava de golpe de estelionato, e não de um negócio jurídico que foi feito de forma malfeita”, afirmou o delegado.

As investigações reuniram diversos inquéritos envolvendo vítimas diferentes. Conforme a Polícia Civil, a suspeita alegava que os casos eram apenas negociações malsucedidas, mas os policiais identificaram indícios de que ela já iniciava as transações com a intenção de enganar os compradores.

Segundo Wellington Kennedy, a equipe analisou toda a documentação apresentada durante as vendas, incluindo a cadeia dominial dos imóveis, e constatou irregularidades que demonstrariam que os terrenos negociados não poderiam ser entregues aos compradores.

“A pessoa pode fazer um negócio jurídico, porém, quando, no início do negócio, já tem o dolo de enganar, quando não tem o terreno para entregar, deixa de ser uma simples negociação e passa a configurar o crime”, explicou.

Ainda de acordo com o delegado, a investigação apontou que a suspeita continuava realizando novas negociações mesmo após ser alvo de procedimentos policiais.

“Em sede policial, ela prestava esclarecimentos e, posteriormente, voltava a delinquir, voltava a cometer novos crimes. Diante da gravidade dos fatos, foi decretada a prisão preventiva”, disse.

A Polícia Civil informou que os golpes eram praticados em diferentes contextos e que outras pessoas que participaram das negociações também poderão ser responsabilizadas, conforme o grau de envolvimento de cada uma.

Para o delegado, além do prejuízo financeiro, os crimes atingiram projetos de vida das vítimas.

“Muitos foram vítimas e perderam economias de anos, dinheiro que seria investido na casa própria. Depois descobrem que foram enganados e ouvem que não há como devolver o valor. É uma situação extremamente grave”, afirmou.

Após a prisão, a suspeita foi encaminhada para os procedimentos de praxe e permanecerá à disposição da Justiça, respondendo pelo crime de estelionato. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outras possíveis vítimas e apurar a participação de demais envolvidos.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 07/08/2026/07:08:56

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