STJ mantém prisão de idosa acusada de mandar matar o advogado por dívida de R$ 4,5 milhões

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade de Cleusa Bianchini, que responde por envolvimento em um homicídio qualificado na cidade de Nova Ubiratã, Mato Grosso. Ela é suspeita de mandar matar o advogado José Antônio da Silva, em razão de cobrança de R$ 4,5 milhões em honorários.A decisão, proferida pelo ministro Herman Benjamin no dia 21 de julho, indeferiu o pedido de urgência que buscava reverter a prisão preventiva da ré, mantida desde julho de 2025. A defesa sustentava que o processo sofre com uma demora injustificada, mas o tribunal considerou que a complexidade da investigação justifica o tempo decorrido.
Cleusa Bianchini é ré em ação na qual é acusada de participar de um crime com outros três corréus: Alessandro Henrique Vageti, Giovanna dos Santos Vageti e Kall Higor Pereira Machado. Os advogados da acusada argumentaram que ela é pessoa idosa e primária, e que a fase de depoimentos orais já foi encerrada em fevereiro de 2026. Segundo a defesa, o processo está paralisado, aguardando apenas a análise de dados do celular da vítima, uma diligência que não depende da ré e que estaria pendente há meses.
Contudo, as informações enviadas pela Justiça de Mato Grosso ao STJ indicam que o andamento do caso é regular, considerando que a ação envolve múltiplos acusados, diversas testemunhas e quebras de sigilo bancário. O ministro Herman Benjamin destacou que não há evidências de inércia por parte do Judiciário que justificassem a soltura imediata por meio de uma decisão provisória, termo conhecido no meio jurídico como liminar.
“Em cognição sumária, não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade ou urgência a justificar o deferimento do pleito liminar”. Essa manifestação indica que, em uma análise inicial e rápida, o tribunal não encontrou abusos evidentes que permitissem interromper a custódia antes do julgamento final do recurso.
O processo agora terá continuidade com a solicitação de informações mais detalhadas ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao juiz responsável pela comarca de Nova Ubiratã. Após o recebimento desses dados, os autos serão encaminhados para o Ministério Público Federal, que emitirá um parecer sobre o caso. Somente após essas etapas o mérito do recurso de liberdade será julgado de forma definitiva pelos ministros da corte.
Fonte: olhardireto e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 24/07/2026/09:21:16
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