Shakira, uma popstar colombiana: como cantora é influenciada por ritmos latinos?

Shakira começou a carreira sendo chamada de Alanis Morissette latina. Depois, ela se tornou uma loba responsável por levar ritmos latinos dançantes ao topo das paradas. Acima de qualquer rótulo ou apelido, a cantora colombiana soube se manter relevante, sempre tendo o Brasil ao seu lado.

Assim como Madonna e Lady Gaga fizeram história no Rio, Shakira vai se apresentar na Praia de Copacabana. A popstar de 49 anos canta neste sábado (2) canções que, na essência, são pop dançantes com toques de cumbia, vallenato, merengue e (vários) outros gêneros musicais com sotaque colombiano, mexicano, mexicano e por aí vai.

Amparada pelo som do acordeom, do trompete e de tambores em geral, ela versa sobre perrengues como uma traição e um roubo de uma mala com letras que havia escrito. Temas como nostalgia, aborto, paixão e sensualidade também foram parar em seus álbuns.

Abaixo, as principais influências latinas no som de Shakira, distribuídas em dez discos da fase adulta e dois da fase adolescente, sem tanto alarde. Gravados aos 13 e 15 anos, preparam o terreno para a estreia oficial voltada para o pop rock.

​O vallenato é uma das engrenagens na sonoridade de Shakira. Ela dança e canta em versão modernizada do estilo criado com o acordeon importado da Alemanha e músicos do Caribe colombiano. Nas canções pioneiras dos anos 30 e 40, predominavam histórias de viagem, críticas sociais e certo tom debochado.

Em “La bicicleta”, sucesso de 2016, o uso da percussão e do acordeon fazem lembrar músicas como “La gota fría”. A canção de Emiliano Zuleta (1912-2005), um dos clássicos do vallenato, ganhou uma releitura mais moderna lançada por Carlos Vives em 1993. Não por coincidência, o conterrâneo de Shakira gravou com Shak esta ode cicloativista.

​A vibração do merengue dominicano é o que sustenta a faceta mais uivante da loba. “Loca”, de 2010, adapta a cadência acelerada do estilo. O hit é gravado com o cantor dominicano El Cato, em um estúdio do país caribenho. A sonoridade remete ao merengue raiz de compositores como Luis Alberti (1906-1976). Em 1936, ele já ditava o ritmo com “Compadre Pedro Juan”.

A letra dos merengues costuma ser leve, incentivando flertes e descrevendo coreografias na pista de dança. “Tire a dama para dançar, porque o merengue vai acabar, e se você não tomar cuidado, você vai ficar igual um papagaio preso”, canta Alberti. Shakira mantém o bom humor e tom provocativo do merengue, usando expressões como “Dance ou morra” e ” gata no cio”.

A essência da cumbia colombiana se faz presente na estrutura melódica e no arranjo cheio de balanço. “Hips don’t lie”, de 2006, utiliza essa base rítmica com 100 batidas por minuto, que remete a clássicos do estilo como “Cumbia sobre el mar”, clássico de Pancho Galán (1906-1988), lançada em 1941.

As cumbias tradicionais têm essa mesma pegada relaxada, comum também na salsa, com groove de baixo e um insistente trompete. Além disso, a conga é citada na letra e na lista de instrumentos percussivos presentes na faixa.

​A dramaticidade e a instrumentação da sonoridade mariachi ajudaram a definir a estética de Shakira no final dos anos 90. Embora essa fase tenha o pop rock como principal inspiração, uma união de peso e fúria que rendeu o apelido “Alanis Morissette latina”, a latinidade ainda aparece.

Em “Ciega, Sordomuda”, de 1998, os trompetes típicos do estilo mexicano e a estrutura da canção evocam nomes como o de Pepe Guizar (1912-1980), voz de canções como “Guadalajara”, de 1937. O arranjo no “Acústico MTV “(2000) pesou ainda mais nas referências à música regional mexicana.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 02/05/2026/09:19:25

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