Seis professores de jiu-jítsu são presos suspeitos de crimes sexuais no Amazonas em menos de dois anos

Em menos de dois anos, seis professores de jiu-jítsu foram presos suspeitos de cometer crimes sexuais contra alunos no Amazonas. Os casos, que tiveram repercussão nacional, envolvem crianças, adolescentes e jovens atletas entre as vítimas.

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, o suspeito teria cometido o abuso no fim de 2025. Ele foi até a casa da adolescente sob o argumento de que pretendia contratar o pai dela, que trabalha como tatuador. Ao perceber que a menina estava sozinha no imóvel, o homem teria praticado o crime.

Prisões ocorreram entre novembro de 2024 e julho de 2026

O primeiro caso foi registrado em novembro de 2024, quando o professor Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, foi preso em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. As investigações começaram após três alunos procurarem a Polícia Civil para denunciá-lo. Após a prisão, outras vítimas também procuraram as autoridades e relataram supostos crimes cometidos pelo professor.

Segundo as investigações, o caso começou a ser apurado após uma ex-aluna do treinador denunciar atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva realizada fora do país.

Em 6 de julho deste ano, o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda foi preso pela Polícia Civil do Amazonas. Ele estava foragido há mais de um mês e era investigado por estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual.

Segundo as investigações, pelo menos sete alunas adolescentes foram identificadas como vítimas. De acordo com a delegada Mayara Magna, o suspeito prometia quimonos, pagamento de inscrições em campeonatos e levava as adolescentes para um hotel onde crime era praticado.

A investigação apontou que ele também atuava na exploração sexual das adolescentes, intermediando o contato delas com patrocinadores para obter vantagens financeiras.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 22/07/2026/07:28:57

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