Reino Unido confirma mortes por pancreatite associadas ao uso de Mounjaro

Desde a popularização dos medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes, amplamente conhecidos por auxiliarem no processo de emagrecimento, o uso crescente desses fármacos tem gerado debates e preocupações sobre segurança. Agora, um novo alerta de segurança emitido no Reino Unido reacende o tema.

A MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido) informou que, embora raros, foram registrados casos graves de pancreatite associados ao uso de medicamentos como Wegovy (Novo Nordisk) e Mounjaro (Eli Lilly). Entre os relatos, há inclusive registros de mortes.

Números do alerta britânico:

Segundo o comunicado divulgado na última quinta-feira, entre 2007 e outubro de 2025, a agência britânica recebeu quase 1,3 mil notificações de pancreatite relacionadas ao uso desses medicamentos.

Alerta da Anvisa sobre canetas emagrecedoras:

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também emitiu um alerta, em dezembro, sobre os riscos relacionados à compra e ao consumo de canetas emagrecedoras falsificadas. Segundo a agência, a comercialização desses produtos ilegais representa um sério risco à saúde e configura crime no país.

A farmacêutica Natally Rosa, em entrevista à Agência Brasil, destacou os perigos do uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida:

“Quando uma pessoa se submete ao uso de um medicamento fora das regulamentações, os riscos são certamente exacerbados, desde a ausência de eficácia até a presença de contaminantes.”

O que dizem as autoridades e fabricantes:

O alerta britânico abrange medicamentos que imitam o hormônio GLP-1, como o Wegovy, e aqueles que também simulam o hormônio GIP, caso do Mounjaro.

As farmacêuticas responsáveis se manifestaram:

Novo Nordisk (Wegovy) afirmou que o perfil benefício-risco permanece positivo, desde que o uso seja feito sob prescrição e acompanhamento médico.

Eli Lilly (Mounjaro) informou que a pancreatite pode afetar até 1 em cada 100 pacientes e recomenda que pessoas com histórico da doença conversem com seus médicos antes de iniciar o tratamento.

Pacientes que utilizam esses medicamentos para emagrecimento ou controle do diabetes devem procurar atendimento médico imediato caso apresentem:

  • Dor abdominal intensa e persistente (que pode irradiar para as costas);
  • Náuseas e vômitos contínuos.
  • Automedicação e falhas no rastreio médico

Um ponto de atenção destacado no alerta da MHRA é o uso desses medicamentos fora do sistema público de saúde. Muitos pacientes adquirem os fármacos de forma privada, o que dificulta o registro do tratamento em históricos oficiais, como o do NHS (serviço público britânico de saúde).

Por isso, a agência recomenda que médicos questionem ativamente pacientes com sintomas abdominais sobre o uso dessas terapias.

Nos últimos cinco anos, cerca de 25 milhões de embalagens desses medicamentos foram distribuídas no Reino Unido, um número que evidencia a escala do consumo e a importância de que a segurança acompanhe a popularidade desses tratamentos.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 02/02/2026/14:53:47

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