Queda em brincadeira leva a descoberta de câncer raro em menino

De acordo com o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), os gliomas são tumores do sistema nervoso central que acometem principalmente o cérebro em crianças e podem apresentar diferentes graus de agressividade e comportamentos biológicos.
Segundo a mãe, Lízia Rachel Ferreira, o acidente aconteceu em abril do ano passado em uma quadra de vôlei na casa de um amigo da família.
Apesar do susto, o garoto não apresentou hematomas na cabeça, apenas uma raladura no pescoço. Felipe chegou a ser examinado rapidamente por um médico que estava no local, que não identificou sinais alarmantes naquele momento.
Segundo Lízia, a preocupação começou no dia seguinte, quando Felipe disse que não conseguia mastigar normalmente. A criança foi atendida por um otorrinolaringologista, que constatou uma pequena quantidade de sangue na região da garganta.
Nesse momento, o profissional afirmou que poderia se tratar de uma pequena fratura craniana e encaminhou o menino para novo atendimento.
No local, a criança passou por novos exames. Os resultados foram um choque pra família e para os profissionais de saúde que acompanhavam o caso.
‘Me desliguei do mundo’, descreve a mãe
“O médico me explicou que a tomografia também havia identificado [além de uma fratura craniana pequena] um achado e que um neurocirurgião estava a caminho. Nessa hora, eu me desliguei do mundo, parecia que estava flutuando”, relatou.
O neurocirurgião explicou a Lízia e a André Ferreira, pai de Felipe, que o tumor cerebral identificado na tomografia era extenso e estava causando hidrocefalia. O caso exigia acompanhamento especializado.
Após o diagnóstico, Felipe ficou internado por uma semana, mas sem apresentar sintomas, recebeu alta médica e retornou à escola.
Nesse período, os pais já procuravam por opções de tratamento e descobriram que o procedimento era delicado e só poderia ser realizado em São Paulo. Durante a busca por um médico, descobriram que a cirurgia custava cerca de R$ 200 mil.
Segundo Lízia, o valor foi arrecadado com a ajuda de amigos da Igreja Nossa Senhora de Fátima, onde o casal participa de atividades religiosas, na Zona Leste da capital, além de outras pessoas que souberam da história.
Em São Paulo, devido à ausência de convulsões, dores de cabeça e outros sintomas, Felipe recebeu um tratamento menos invasivo, para evitar riscos de sequelas. Os médicos optaram por colocar uma válvula cerebral, que drenaria o tumor.
🧬 O câncer de baixo grau é caracterizado por células menos agressivas e com crescimento mais lento, quando comparado aos tumores de alto grau.
De acordo com a mãe, após os resultados, Felipe não precisou fazer quimioterapia. O menino foi operado no Hospital Santa Catarina – Paulista e passa por tratamento oncológico no Hospital do Graacc, ambos na cidade de São Paulo.
O hospital do Graacc afirmou que o quadro de saúde do Felipe, apresenta “respostas satisfatórias e perspectivas clínicas positivas”.
Lízia contou que, durante todo o processo, Felipe esteve acompanhado do urso de pelúcia apelidado de “Geraldo”. Após a cirurgia, o brinquedo chegou a ganhar uma faixa na cabeça, parecida com a que o menino usava.
Lola, a cachorrinha golden retriever da família que tem 10 anos, também acompanhou todo o tratamento de Felipe e é figurinha repetida nas fotos e vídeos divulgados pela família.
A fé e o tratamento
“O que todo mundo chamou de raro, eu chamo de milagre. O Felipe foi colocado em muitas orações, e havia pessoas rezando por ele até de madrugada. Deus me preparou para aguentar tudo isso, desde a Quaresma, e eu confio Nele”, afirmou.
A mãe contou que, desde o início do tratamento, Felipe recebeu diversos presentes com símbolos religiosos e passou a manter um pequeno altar em casa.
Lízia afirmou que tenta explicar a existência do tumor e o tratamento de forma leve para o filho, respeitando a idade da criança.
Na publicação feita nas redes sociais, em que recordou um ano da queda que levou ao diagnóstico, Lízia descreve o acidente como “bendito” e “abençoado”.
“A santa queda que nos revelou algo que vinha crescendo silenciosamente dentro da sua cabeça. Uma queda na medida certa, que não te prejudicou em nada, mas que nos revelasse algo que estava escondido. Esse glioma nos revelou não uma doença, mas o amor de Cristo por nos e o poder da oração”, escreveu.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 13/04/2026/07:49:57
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com