Quase 100 tubarões-tigre são identificados na baía de Ilha Grande, no RJ

Pesquisadores encontraram quase 100 tubarões-tigre na baía de Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro. A espécie é comum no Nordeste e, pela primeira vez, está sendo monitorada na Região Sudeste.

Um dia de expediente comum: de olho no mar.

O trabalho do Instituto Pró-Shark é esse mesmo: procurar tubarões. Há cinco anos, os pesquisadores monitoram tubarões e raias na baía da Ilha Grande, Angra dos Reis (RJ), litoral sul do estado do Rio.

Nossa equipe foi até lá porque, pela primeira vez, os pesquisadores estão monitorando via satélite os tubarões-tigre na Região Sudeste.

“A gente agora tem, pela primeira vez, tubarões-tigres monitorados no sudeste, fora do eixo Recife-Noronha, no país”, diz Fernanda lana, do Instituto Pró-Shark.

Os tubarões-tigre, chamados também de tintureiros, têm uma cobertura rajada. São considerados agressivos.

A partir de informações de pescadores, com a ajuda da tecnologia, a equipe conseguiu, no início do ano, instalar uma antena na barbatana dorsal de um deles — um localizador via satélite. O tubarão foi batizado Gaspar, em homenagem a um dos reis magos que dão o nome à cidade de Angra dos Reis.
Semanas depois, os biólogos identificaram o segundo: Balthazar.
E, no domingo de Páscoa, o trio ficou completo: Melchior.

De volta ao mar, toda vez que tiram a barbatana da água, o satélite captura a localização.

“Baltazar a gente foi às 5 horas da manhã, a gente teve sinal dele. E também temos aqui o nosso Belchior. Eles estão nadando juntos”, revela Fernanda.

Depois de marcar os três reis magos, os pesquisadores encontraram também as rainhas: fêmeas poderosas, enormes.

E uma delas, provavelmente, vai aumentar ainda a população de tubarões na Baía da Ilha Grande. Os pesquisadores dizem que a fêmea, escoltada por beijupirás, deve estar grávida.

A outra fêmea inspira respeito até nos outros tubarões-tigre, que saem de perto.

“No estado do Rio de Janeiro, no Sudeste, nunca teve registros de fêmeas de mais de 4,5 metros, como a gente está reparando aqui”, aponta Fernanda.

A ideia é entender se há ligação com tubarões-tigre do Nordeste do Brasil e de outras partes do mundo.

“Não tem registro de acidente aqui?”, indaga a reportagem.

“Não tem registro de acidentes com humanos com nenhum tubarão aqui na baía”, aponta Fernanda. “A orientação é sempre respeito. A gente tem que ter respeito por esse ambiente, respeito por esses animais”, complementa.

“A pesquisa agradece, os animais agradecem, a gente vai ter informação pra ajudar a manter esse ambiente, a conservação, o equilíbrio que a gente tem e ter essa convivência harmoniosa com os tubarões”, diz a pesquisadora.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 26/05/2026/08:02:04

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

Lignosulfonato de sódio no Brasil: onde e por que ele é utilizado