Punida por roubo ou adultério? Mulher enterrada pode ter tido nariz amputado há 700 anos

Uma mulher que viveu na China há cerca de 700 anos pode ter tido parte do nariz amputada enquanto ainda estava viva, possivelmente como forma de punição. A hipótese foi levantada após pesquisadores analisarem um esqueleto encontrado em um cemitério na província de Henan.
Identificada como M318, a mulher tinha entre 40 e 45 anos quando morreu e viveu entre 1298 e 1404, período que abrange o fim da dinastia Yuan e o início da dinastia Ming. O estudo foi publicado no Journal of Archaeological Science: Reports.
O que foi encontrado?
Na análise do crânio, os pesquisadores identificaram a remoção de parte dos ossos do nariz. As bordas da lesão apresentavam sinais de cicatrização e formação de novo tecido ósseo, indicando que o ferimento ocorreu antes da morte e que a mulher sobreviveu à mutilação.
O esqueleto foi encontrado no cemitério de Sanzhiyuan, em Sanmenxia, durante escavações realizadas antes da construção de um campus universitário.
A posição do corpo também chamou a atenção. A mulher foi enterrada de bruços, com o rosto voltado para baixo. Ela foi a única, entre 213 sepultamentos analisados no local, encontrada nessa posição. A sepultura tinha poucos objetos, entre eles um grampo de cabelo de cobre.
Punição é uma das hipóteses
Os pesquisadores analisaram outras possíveis causas para as lesões, como doenças, acidentes, traumas e mutilação voluntária. A hipótese de punição foi considerada a mais provável devido ao padrão dos cortes, à cicatrização e às características do sepultamento.
Registros históricos da China indicam que a amputação do nariz era utilizada como punição em determinados crimes durante o período. No entanto, não há evidências que permitam afirmar que a mulher foi punida ou determinar qual crime teria cometido.
Segundo os pesquisadores, caso a interpretação seja confirmada, o achado poderá representar o primeiro registro arqueológico conhecido de amputação nasal punitiva na China.
Fonte: OLIBERAL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 24/09/2026/15:37:26
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