Protesto expõe silêncio da Alcoa: moradores cobram direitos e empresa evita respostas

A manhã desta segunda-feira (13) foi marcada por tensão na comunidade Pai Francisco, em Juruti, no oeste do Pará, onde moradores e herdeiros de um proprietários de terra interditaram um trecho do Km 47, na PA-192 e trilhos utilizados na região. O protesto teve como principal pauta o pagamento de indenizações que, segundo os comunitários, nunca foram efetuadas desde a instalação da mineradora no município.
Há também em disputa o pagamento de indenização que envolve a família de um proprietário de um terreno e a mineradora, mediante processo judicial, sem acordo.
O silêncio da Alcoa diante de denúncias graves feitas por moradores aumenta a revolta na região. Mesmo após protesto com bloqueio de estrada e uma série de cobranças públicas, a mineradora evita responder diretamente às reivindicações e se limitou, quando acionada pela imprensa, a divulgar uma nota genérica.
Os manifestantes afirmam que vivem há décadas dentro da área hoje explorada pela empresa, mas nunca foram reconhecidos oficialmente ou compensados pelos impactos da atividade mineral. O crescimento da comunidade também evidencia o problema: de apenas três famílias no passado, hoje mais de 40 vivem no local, enfrentando restrições e dificuldades para garantir a própria subsistência.
Durante o ato, os relatos foram de indignação. Moradores denunciam que precisam atravessar estruturas controladas pela empresa para acessar suas terras, convivem com riscos constantes e já registraram acidentes. Além disso, relatam a perda de atividades essenciais como o plantio e a caça.
“Estamos aqui pedindo apoio. Somos comunitários e não temos nenhum suporte. Queremos diálogo, queremos alguém que venha conversar com a gente. Só estamos lutando pelos nossos direitos”, afirmou um dos participantes da mobilização.
A manifestação foi organizada por uma associação comunitária, que também denuncia tratamento desigual em relação a outras localidades impactadas pela mineração e que já teriam sido indenizadas.
Apesar da pressão, a resposta da Alcoa não trouxe esclarecimentos sobre os pontos centrais levantados pelos moradores. Questionada pela imprensa, a empresa não detalhou qualquer medida concreta nem respondeu às acusações. Limitou-se a reforçar, de forma genérica, que mantém diálogo com a comunidade.
Fonte: oestadonet e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/04/2026/17:16:39
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