Preço do petróleo ultrapassa US$115 após ataques a reservas de energia no Oriente Médio

A escalada de tensão pressionou o mercado. Por volta das 12h05 desta quinta-feira (19), o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 14%. Mais cedo, chegou a subir 35% na região.

A QatarEnergy disse que um dos ataques do Irã destruiu 17% da capacidade de GNL do gás natural do Catar por três a cinco anos.

Trump afirmou ainda que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars.

Preço do petróleo

Por volta das 7h52 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent avançavam 6,58%, a US$ 114,45 por barril. Mais cedo, chegaram a subir quase US$ 8, atingindo o maior nível desde 9 de março, com pico de US$ 115,10 na sessão.

Já o petróleo WTI, dos Estados Unidos, subia 1,05%, para US$ 96,46 por barril, após ter avançado quase US$ 4 mais cedo, sendo negociado a US$ 100,02.

O WTI tem sido negociado com o maior desconto em relação ao Brent em 11 anos, refletindo a liberação de reservas estratégicas pelos EUA e custos mais altos de transporte. Ao mesmo tempo, os novos ataques a instalações energéticas no Oriente Médio reforçaram a pressão de alta sobre o Brent.

“A escalada no Oriente Médio, os ataques à infraestrutura de petróleo e a morte da liderança iraniana apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em nota.

Reação nas bolsas de valores

As tensões no Oriente Médio refletem negativamente no mercado financeiro.

Nos EUA, o Dow Jones futuro caía 0,38%, enquanto o S&P 500 recuava 0,45% e o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,61%, por volta das 9h27 (de Brasília);

Na Europa, o índice britânico FTSE 100 recuava 2,40%, enquanto o DAX, da Alemanha, caía 2,41% e o CAC 40, da França, tinha baixa de 1,77%.

Na Ásia, em Xangai, o principal índice recuou 1,4%, aos 4.006 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 4.000 no intradia, enquanto o CSI300 caiu 1,6%, a 4.583 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, e, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos.

Países árabes e islâmicos condenam ataques

Chanceleres e autoridades de 12 países árabes e islâmicos condenaram, em reunião realizada em Riad, os ataques do Irã contra países da região e pediram a interrupção imediata das ofensivas.

Em declaração conjunta, os governos criticaram o uso de mísseis e drones contra áreas civis e infraestrutura estratégica, defenderam o direito à legítima defesa e cobraram de Teerã o respeito ao direito internacional para conter a escalada.

O encontro reuniu autoridades de Catar, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

Danos a instalações

A estatal QatarEnergy informou que houve “danos extensos” após mísseis iranianos atingirem a cidade industrial de Ras Laffan, responsável por processar cerca de um quinto do gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo.

Na Arábia Saudita, um porto de petróleo no Mar Vermelho também foi atingido.

Os bombardeios mostram que o Irã ainda consegue prejudicar a operação militar de Estados Unidos e Israel. Ao mesmo tempo, revelam falhas nos sistemas de defesa aérea em uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento global de energia.

Os ataques também sugerem falta de alinhamento entre Estados Unidos e Israel na condução da guerra, mesmo após quase três semanas de conflito.

Entre as alternativas discutidas está garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, principalmente com uso de forças aéreas e navais. Fontes afirmam, no entanto, que a missão também pode envolver o envio de tropas à costa iraniana.

O governo americano também discute a possibilidade de deslocar forças terrestres para a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. Segundo autoridades, a operação seria de alto risco, já que o país tem capacidade de atingir a área com mísseis e drones.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 19/03/2026/13:50:21

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