Por que a conta de luz deve subir no Pará? Veja o que explica o reajuste

A maior parte da conta de luz é formada por despesas que não dependem diretamente da distribuidora, como a compra de energia, o uso das linhas de transmissão e os encargos cobrados para financiar políticas do setor elétrico.

Na metodologia da Aneel, esse conjunto de custos é chamado de Parcela A e representa cerca de 61% do valor da tarifa. Foram justamente esses gastos que mais pressionaram o reajuste deste ano.

Segundo a agência, a compra de energia foi o item que mais contribuiu para o aumento, seguida pelos encargos setoriais e pelos custos de transmissão.

Já os custos ligados à operação da distribuidora, como manutenção da rede, atendimento aos consumidores e demais despesas para prestar o serviço, fazem parte da chamada Parcela B, que corresponde a cerca de 39% da tarifa. Neste ano, esses custos ajudaram a reduzir parte do reajuste, amortecendo o índice final.

Por que o reajuste não foi maior?

De acordo com os documentos da Aneel, a alta média poderia passar de 13%. O percentual foi reduzido após a inclusão antecipada de R$ 500 milhões provenientes de recursos de Uso do Bem Público (UBP), utilizados para amortecer o impacto nas tarifas. Com isso, a proposta caiu para 7,6%.

O que muda para o consumidor?

Se o reajuste for aprovado pela diretoria da Aneel, os consumidores residenciais, enquadrados no grupo de baixa tensão, terão aumento médio de 7,4% na conta de luz. Para os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, a alta prevista é de 8,42%. As novas tarifas passam a valer a partir de sexta-feira (7).

Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), o reajuste deve pressionar o custo de vida no estado. Além do impacto direto na conta de luz, a energia é um insumo utilizado por supermercados, padarias, comércios e indústrias, o que pode resultar em repasses para os preços de produtos e serviços.

Em nota, a Equatorial Pará informou que a definição das tarifas é de responsabilidade exclusiva da Aneel e que aguarda a decisão da agência para aplicar os índices que forem homologados.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/08/2026/08:58:29

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