Polícia Civil prende suspeita de tentativa de homicídio contra professor em Marabá

A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (3), mandado de prisão preventiva contra Emely Sabrina Pereira de Souza, de 24 anos, investigada por tentativa de homicídio. A prisão ocorreu durante a tarde, na Avenida 31 de Março, no bairro Laranjeiras, em Marabá. A ordem judicial decorre de investigação que apura o ataque a Cintra de Oliveira, professor de educação física, sociologia e judô, ocorrido na madrugada de 3 de dezembro do ano passado.

De acordo com os autos, a vítima relatou ter sido atingida por um golpe de faca no pescoço enquanto dormia em sua residência. Em depoimento, afirmou ter visto Emely dentro do quarto no momento da agressão. A identificação da suspeita também foi reforçada por imagens de câmeras de segurança, que registraram a presença da mulher no imóvel em dois momentos distintos: na noite de 2 de dezembro e, novamente, na madrugada do dia seguinte.

As investigações apontam que Emely esteve inicialmente na casa do professor entre 22h e 23h do dia 2, após solicitar um encontro sob a justificativa de conversar sobre questões pessoais. Segundo o relato de Cintra, ela levou bebidas compradas em um bar próximo e, durante a conversa, ele passou a sentir sonolência incompatível com a quantidade de álcool ingerida, o que levantou a suspeita de que teria sido dopado.

Ainda conforme o depoimento, após a visita, o professor se recolheu ao quarto e trancou a residência. Horas depois, acordou ferido, sem conseguir pedir socorro em razão do estado de torpor. Ele voltou a perder a consciência e só foi encontrado na manhã seguinte, por volta das 10h, pela diarista. Amigos o conduziram ao Hospital Municipal de Marabá, onde recebeu atendimento médico.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a motivação do crime esteja relacionada a uma dívida financeira. A vítima informou que havia emprestado valores à suspeita e à mãe dela, totalizando R$ 2.600. Parte da quantia teria sido quitada, restando um saldo pendente de R$ 1.500. O assunto, segundo Cintra, foi mencionado durante a conversa na noite do crime. Após a alta hospitalar, ele percebeu o desaparecimento de um telefone celular e de uma caixa de som da residência.

As imagens analisadas pelos investigadores mostram Emely chegando ao local pela primeira vez após comprar bebidas em um estabelecimento próximo. Mais tarde, por volta das 2h30 do dia 3, ela retorna ao endereço usando um boné. Cerca de uma hora depois, uma pessoa deixa o imóvel. Apesar da baixa qualidade da gravação, a Polícia Civil destaca a semelhança das roupas com aquelas usadas anteriormente pela suspeita.

Testemunhas ouvidas no curso da investigação confirmaram a existência da dívida. Pessoas que participaram do socorro relataram ainda que, em momentos de lucidez, o professor apontou Emely como autora do ataque. Perícias foram solicitadas, incluindo a análise de duas facas apreendidas pela Polícia Militar na residência.

Em 5 de janeiro, Emely foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos, ocasião em que optou por permanecer em silêncio. Diante do conjunto de provas reunidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, deferida pela Justiça no dia 16 de janeiro.

No decorrer das apurações, os investigadores também identificaram que a suspeita figura em outros inquéritos policiais. Há registros de apuração por vias de fato e apropriação indébita em 2023, ameaça em 2024 e denúncia por perseguição em 2025. Até o fechamento desta matéria, a defesa de Emely não havia sido localizada.

Fonte: Portal Debate e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/02/2026/13:18:59

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