PF investiga desvio de recursos públicos destinados à educação no Pará

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a Operação Coronéis do Xingu, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais destinados à educação no município de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.

De acordo com a PF, a investigação envolve contratos administrativos firmados entre 2014 e 2024, que somam aproximadamente R$ 50 milhões. Os investigadores apuram suspeitas de fraudes em licitações, direcionamento de contratos e utilização de empresas sem capacidade operacional para executar obras de construção, reforma e ampliação de escolas.

Segundo a Polícia Federal, diversas obras teriam sido entregues apenas parcialmente ou sequer concluídas, apesar dos recursos públicos empregados.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Félix do Xingu (PA), Belém (PA) e Natal (RN). A corporação informou ainda que um dos mandados foi executado em um gabinete da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, em Belém. A identidade do gabinete não foi divulgada, já que as investigações seguem sob sigilo.

Lavagem de dinheiro e possível ligação com garimpo ilegal

Além do suposto desvio de verbas da educação, a PF afirma ter identificado indícios de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos obtidos ilegalmente. A investigação também apura uma possível ligação entre o esquema criminoso e atividades de garimpo ilegal de ouro na região do Xingu.

Por determinação da Justiça Federal, foi decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 3 milhões em bens dos investigados, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder, conforme o avanço das apurações, pelos crimes de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Até a publicação das informações, a Assembleia Legislativa do Estado do Pará e os demais órgãos citados na investigação ainda não haviam se manifestado sobre o caso.

Fonte: Jornal Folha do Progresso/ Gov e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 01/07/2026/11:59:49

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