Pedreiro que viajou mais de 2 mil km atrás de mulher criada por IA diz que vendeu tudo para ir a Minas Gerais

O pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, vendeu todos os bens que possuía para viajar de Imperatriz, no Maranhão, até Belo Horizonte (MG), em busca de uma mulher que acreditava ser real. Após descobrir que a suposta pretendente era uma personagem criada por inteligência artificial (IA), ele conseguiu ajuda para retornar ao Maranhão e afirmou que pretende voltar à capital mineira para encontrar um novo amor.
A história ganhou repercussão nas redes sociais após Edimar viajar mais de 2 mil quilômetros para conhecer pessoalmente Jéssica Oliveira, conhecida como “Jéssica Fazendeira”, perfil com mais de 300 mil seguidores em uma rede social.
Em entrevista à TV Mirante, o pedreiro contou que mantinha contato com o perfil desde 2020. Segundo ele, na sexta-feira (9), decidiu vender tudo o que tinha para custear a viagem e encontrar a mulher.
“Vendi minhas coisas todas, acabei com tudo. Assim a gente desanima, quem não desanima?”, lamentou.
Nas publicações, a personagem aparecia em vídeos afirmando estar divorciada e procurando um homem para morar com ela em uma fazenda. O perfil também oferecia ajuda financeira para custear a viagem, segundo o relato de Edimar. Ele afirmou que não desconfiou da situação porque nunca havia recebido pedidos de dinheiro.
Ao chegar a Belo Horizonte, o pedreiro procurou pela suposta pretendente, mas não conseguiu encontrá-la. Sem saber o que havia acontecido, buscou ajuda em uma rádio local, onde foi informado de que a mulher não existia e que as imagens divulgadas no perfil haviam sido produzidas com inteligência artificial.
“Fui na rádio lá, e eles disseram: ‘Não, isso é fake news, essa mulher não existe’”, contou.
Pedreiro recebeu ajuda para voltar para casa
Depois de gastar o dinheiro com a viagem, Edimar ficou sem recursos para retornar. Ele recebeu apoio de outras pessoas e atendimento da Prefeitura de Belo Horizonte, que forneceu alimentação, acolhimento e uma passagem para Augustinópolis, no Tocantins, cidade onde nasceu.
De volta ao Maranhão, ele está hospedado na casa de parentes. Apesar da decepção e de ter vendido seus pertences para realizar a viagem, afirmou que não se arrepende da decisão e que pretende tentar novamente encontrar uma companheira.
“Eu não encontrei ela, mas eu vou encontrar outra e vai ser no mesmo lugar onde eu fui e eu vou de novo”, declarou.
O caso chama a atenção para os riscos de confiar em perfis nas redes sociais sem verificar a identidade das pessoas. Com o avanço da inteligência artificial, imagens e vídeos realistas podem ser usados para criar personagens fictícios capazes de enganar usuários e alimentar expectativas de relacionamentos que não existem.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 17/10/2026/07:19:49
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