Pastor investigado por usar projeto religioso para ajudar Comando Vermelho morre em MT

Durante a operação, Nivaldo foi alvo de um mandado de busca e apreensão. As medidas também foram cumpridas contra a esposa dele, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, e a filha do casal, Rhavenna Barcelos de Almeida.

O enterro do pastor Nivaldo de Almeida aconteceu na manhã deste domingo (06).

Entenda o caso

Uma operação realizada pela Polícia Civil no dia 16 de julho cumpriu mandados contra uma família de missionários investigada por usar um projeto religioso para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a facção criminosa Comando Vermelho. Na ação, denominada Operação Fariseus, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, foram alvos de busca e apreensão. A filha deles, missionária Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa preventivamente.

As medidas também incluíam quebras de sigilos telefônico, bancário e telemático, além da suspensão temporária do acesso dos investigados a unidades prisionais por meio de ações religiosas.

Segundo a investigação, a atuação missionária dentro de presídios teria sido utilizada para manter contato com detentos, transmitir recados, aproximar familiares e lideranças criminosas, além de movimentar recursos financeiros supostamente ligados à organização criminosa com atuação no Rio de Janeiro.

Os investigados respondem por suspeitas de integrar organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro.

As investigações tiveram início depois de uma denúncia anônima informar que integrantes da família utilizavam um projeto religioso para entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e, supostamente, entregar celulares, carregadores e outros objetos proibidos a presos do raio de segurança máxima.

As videochamadas feitas entre mulheres ligadas ao projeto religioso e integrantes da facção também fazem parte das provas reunidas. Em um dos registros, segundo a polícia, um líder foragido participa de uma chamada de vídeo enquanto um comparsa dispara tiros de fuzil em uma comunidade.

As conversas analisadas ainda apontam que uma das investigadas teria solicitado a aplicação de um “salve” — termo usado por facções para determinar punições internas — contra um homem acusado de furto. Outro diálogo trata da negociação de uma arma de fogo que estaria escondida em uma propriedade rural utilizada pela família.

De acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam que o grupo extrapolou a atuação religiosa e estabeleceu vínculos pessoais, financeiros e de comunicação com integrantes da organização criminosa. A participação individual de cada investigado ainda será definida ao longo da investigação.

A jovem presa preventivamente é apontada como responsável por utilizar a estrutura familiar para prestar apoio operacional à facção. Conforme a investigação, ela se valia do acesso proporcionado pelo projeto religioso para facilitar o contato e oferecer suporte a lideranças presas e foragidas.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/09/2026/17:15:55

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