Pará registra quase 300 operações contra furto de energia nos primeiros meses de 2026

Durante as ações, foi identificado um potencial desvio de quase 2 mil megawatts de energia, o que representa mais de R$ 1,5 milhão não faturados.
No mesmo período de 2025, foram realizadas 162 operações no estado. Na ocasião, foi identificada uma média de consumo irregular superior a mil megawatts, com desvio potencial acima de R$ 1,8 milhão.
De acordo com a concessionária, as fiscalizações foram ampliadas e contam com o apoio das polícias Civil, Científica e Militar.
“O volume potencialmente desviado em 2025, por exemplo, estamos falando de energia suficiente para manter 1.250 casas populares ao longo de quatro meses”, explica Elton Lucena, executivo de segurança da Equatorial.
Operações se intensificam no interior
O combate ao furto de energia ocorre de forma contínua em diferentes regiões do estado.
Em Portel, no Marajó, uma operação realizada entre os dias 9 e 11 de junho flagrou 18 imóveis, entre residenciais e comerciais, com ligações irregulares.
Por lá, as equipes da Equatorial identificaram medidores adulterados e conexões feitas com material sem controle de qualidade, ligadas diretamente à rede elétrica.
Já em Altamira, no sudoeste do estado, no último dia 5, foram registrados 15 flagrantes. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia e devem responder pelo crime de furto de energia após serem ouvidos.
Ligações clandestinas causam riscos e prejuízos
Segundo Elton Lucena, as irregularidades afetam diretamente a qualidade do fornecimento.
“Em uma rede onde existem ligações clandestinas, é comum os clientes sentirem oscilações de tensão, e essas variações podem causar, dentre outros prejuízos, a queima de equipamentos”, afirma.
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e pode trazer consequências além do prejuízo financeiro.
“Quem é atendido por uma rede que possui ligações clandestinas pode acumular muitos prejuízos, que vão desde a queda na qualidade de fornecimento até curtos-circuitos. O famoso ‘gato’ não prejudica apenas o sistema elétrico, mas afeta diretamente quem vive naquela região”, destaca.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 23/06/2026/07:59:07
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