Pará participa de mutirão de cirurgias bariátricas; saiba mais

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) participa de ações de mutirões no Estado e no Brasil no Dia Mundial do Combate à Obesidade. A expectativa é realizar mais de 200 cirurgias bariátricas pelo SUS em todo o Brasil. No estado do Pará, o Hospital Jean Bittar (HJB), especialista na área, realizará 14 cirurgias. De acordo com o presidente do capítulo do Pará da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, doutor Alexandre Nogueira, ainda há uma fila muito grande de pessoas esperando por cirurgias bariátricas no Brasil. Nesta quarta-feira (4/3) é lembrado o Dia Mundial da Obesidade.

“O Pará e Belém têm um programa obesidade zero que está bem à frente de muitas outras capitais em relação ao número de cirurgias bariátricas, mas o acesso no SUS é muito escasso. De 2020 a 2024, foram feitas 291 mil cirurgias bariátricas, apenas 30 mil foram pelo SUS. A gente tem dois pacientes elegíveis à cirurgia, e menos de 1% tem acesso ao tratamento cirúrgico. Tem hospital que tem mais de mil dias de espera. Se não houver ação do poder público, teremos números alarmantes no futuro. Existe uma briga para aumentar o tratamento cirúrgico, que é o mais eficaz no combate à obesidade”, explica o especialista.

A obesidade é o problema de saúde considerado a “ponta do iceberg” para outros problemas como problemas nos rins, diabetes, hipertensão e várias outras doenças associadas. O problema está aumentando no decorrer dos anos devido ao aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, ao sedentarismo e à vida frenética nos centros urbanos. “Alimentos multiprocessados, carboidratos, doces, fast foods ajudaram sobremaneira ao aumento da obesidade. Hoje a gente sabe que a obesidade é uma doença multifacetada. O obeso ainda anda com o estigma de que é preguiçoso, mas a obesidade tem causas metabólicas, genéticas, ambientais, de comportamento e hábitos alimentares”, detalha.

“No mundo, a estimativa é de um bilhão de obesos e três bilhões de pessoas acima do peso. No Brasil, 65% dos pacientes acima do peso têm o IMC (Índice de Massa Corpórea) superior a 25, e 31% de pacientes obesos estão com o IMC acima de 30. Nos últimos anos, tivemos um crescimento alarmante de casos. Belém acompanha a mesma projeção nacional. Essa guerra estamos perdendo, se isso não for de alguma forma combatido, a projeção futura será de 75% da população brasileira acima do peso, a partir de 2044, segundo a Fiocruz”, alerta.

Recentemente, o Conselho Federal de Medicina estabeleceu novas regulamentações para considerar pessoas obesas. A partir de agora, jovens portadores de doenças graves como hipertensão, diabetes ou doenças hepáticas gordurosas são considerados obesos se tiverem um IMC a partir de 30. “A sociedade mudou. Agora é urbanizada e sedentária, faz uma dieta errada, ou seja, se não houver nenhuma medida governamental, isso vai piorar. No México, houve taxação para alimentos processados. Tem que haver medidas e ações do poder público e com o setor privado para frear o aumento alarmante da obesidade”, enfatiza Nogueira.

Sobre as populares “canetas emagrecedoras”, o cirurgião alerta para os riscos que as pessoas podem correr ao utilizar o medicamento sem orientação de médicos. Nogueira aponta que já estão sendo notados aumento de pessoas com doenças graves por causa do uso de canetas emagrecedoras sem orientação médica.

“O grande problema é o uso indiscriminado. O Conselho Federal de Medicina tem combatido o contrabando desse material. É preciso de um profissional que trate disso. Temos percebido o aumento nas urgências dos hospitais de pessoas com pancreatite aguda por causa do uso das canetinhas. É importante que a pessoa faça um acompanhamento médico rigoroso com relação a isso. Ela pode ter um resultado fabuloso, mas precisa fazer um seguimento e orientação com um profissional habilitado”, afirmou.

Nogueira orienta que todas as pessoas busquem profissionais da saúde especialistas na área de alimentação e nos problemas de peso, como nutrólogos, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos ou nutricionistas. “A gente sabe que, quando um paciente chega nas fases mais iniciais da obesidade, é o melhor momento de evitar o avanço da doença. A mudança de hábitos alimentares, atividade física de maneira regular, e alguma medicação de combate à obesidade, e no caso extremo, tem a possibilidade de fazer alguma cirurgia, pode-se controlar a obesidade”, concluiu.

Cirurgias no Pará

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que, nos últimos dois anos, foram realizadas no Pará 1.207 cirurgias bariátricas. “Desde o início do programa Obesidade Zero, do governo do Estado em 2020, foram realizadas 2.545 cirurgias bariátricas”, informou.

A Sespa destacou que os interessados em participar do programa devem acessar o site oficial da secretaria e realizar uma autoavaliação, incluindo o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Pacientes com IMC igual ou superior a 40 kg/m², ou entre 35 e 40 kg/m² com comorbidades associadas, são elegíveis para a cirurgia. Após a triagem, os candidatos passam por uma avaliação médica detalhada com uma equipe multiprofissional.   

Segundo a Sespa, o Hospital Jean Bittar realiza 100% das cirurgias bariátricas por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que “proporciona maior segurança ao paciente, menor tempo de internação, redução de complicações e recuperação mais rápida”.   

No momento, são realizadas 50 cirurgias mensais, conforme pactuação contratual vigente. Para o ano de 2026, a Secretaria espera ampliar gradativamente esse volume. “A meta é expandir a capacidade operacional do serviço, mantendo o padrão de qualidade e segurança já consolidado, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, além de gerar impacto positivo nos indicadores de saúde pública do Estado do Pará”, comunicou.

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/03/2026/14:39:52

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