Palmeiras é 4º clube no mundo a fazer mais dinheiro com venda de atletas da base nos últimos 5 anos

O Alviverde se consolidou como maior formador de talentos do futebol brasileiro na década e não à toa tornou-se o quarto clube no mundo a fazer mais dinheiro com a venda de atletas da base nos últimos cinco anos.
É o que aponta uma pesquisa da CIES Football Observatory, o Centro Internacional de Estudos do Esporte, divulgada em abril.
O Palmeiras acumula 289 milhões de euros (R$ 1,7 bilhão na cotação atual) em transferências de atletas revelados pelo clube neste período, em quarto lugar do ranking. O Chelsea lidera com 366 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões), seguido do Manchester City com 318 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) e do Aston Villa com 293 milhões de euros (R$ 1,7 bilhão).
– Desde o dia que chegamos, imaginamos isso: transformar o Palmeiras em uma potência na base, da forma que o clube se transformou mundialmente – diz João Paulo Sampaio, coordenador da base alviverde, ao ge.
– A gente só fica feliz, mas com mais cobrança e mais fome para continuar a ter essas metas e estar entre as melhores bases do mundo. Isso nossa torcida pode ficar tranquila que vamos estar sempre procurando se manter ou melhorar para ser Top 5 do mundo.
O levantamento considera valores incluindo bônus, independentemente de o pagamento ter sido efetuado ou não, e quantias obtidas com vendas futuras. Os clubes de formação, por sua vez, são aqueles em que os jogadores passaram pelo menos três temporadas entre os 15 e 21 anos de idade.
O Palmeiras entende ter mais jogadores e algumas negociações menores que não foram incluídas na conta da CIES, como na venda de Gustavo Mancha, em que tem uma porcentagem no Fortaleza, e outros negócios de até 2 milhões de euros.
Ao ampliar o recorte para os últimos dez anos, o Palmeiras é o único brasileiro no Top 10, aparecendo em 9º lugar com 356 milhões de euros (R$ 2 bilhões).
São 100 clubes citados, com outros nove brasileiros: Flamengo, São Paulo, Santos, Fluminense, Grêmio, Corinthians, Vasco, Athletico e Internacional.
Nos últimos 10 anos:
enfica – 589 milhões de euros
Ajax – 454 milhões de euros
Chelsea – 442 milhões de euros
Lyon – 423 milhões de euros
Sporting – 417 milhões de euros
Manchester City – 404 milhões de euros
Real Madrid – 395 milhões de euros
Monaco – 378 milhões de euros
Palmeiras – 356 milhões de euros
Bayer Leverkusen – 339 milhões de euros
Além dos valores, a pesquisa cita o número de jogadores negociados por cada clube. O Ajax lidera este tópico, com 43 atletas, e o Palmeiras aparece em 13º com 32.
Entre os brasileiros, São Paulo e Flamengo aparecem em 6º e 7º com 37 e 36 atletas. Ou seja, o Palmeiras precisou de menos jogadores para fazer maior volume de receita em comparação aos clubes do Brasil que aparecem a frente nesse ranking.
Entre 2013 e 2015, tentando se reorganizar após o rebaixamento, o Palmeiras, na gestão de Paulo Nobre, trouxe nomes dedicados para cada área do futebol: Alexandre Mattos e Cícero Souza no principal, e João Paulo Sampaio na base, com o intuito de transformar o clube em referência na formação de atletas.
Naquela época, iniciou mudanças na estrutura, triplicando o número de treinadores de quatro para 12 e adotando captadores em quatro das cinco regiões do Brasil, além de promover mudanças na mentalidade do clube.
Em 2016, fez aquela que considera como a primeira grande venda: Gabriel Jesus ao Manchester City, da Inglaterra, por 32,75 milhões de euros (R$ 121 milhões na cotação da época).
– Estou na Europa há nove anos e o trabalho continua dando frutos. É uma comprovação do quanto o projeto no clube seguiu um caminho de excelência mesmo depois de tanto tempo – observa Gabriel Jesus.
Em 2017, as vendas ganharam ritmo com divulgação ao futebol internacional e dois anos depois o Palmeiras já estava negociando jogadores que nem sequer haviam estreado no profissional.
Consequentemente, acumulou recordes nos últimos anos, com Endrick e Estêvão entre as maiores vendas da história do futebol brasileiro e em seguida Vitor Reis sendo o zagueiro mais caro do país, negociado ao Manchester City por 37 milhões de euros, superando Beraldo, do São Paulo.
– O clube me preparou em todos os aspectos e isso faz diferença quando a gente chega aqui fora. Fico feliz de fazer parte de uma geração que não só realiza sonhos, mas também ajuda a valorizar ainda mais a base do Palmeiras – diz o zagueiro, que foi recém convocado por Ancelotti na seleção brasileira.
Em 2026, o clube tem a meta de fazer R$ 399 milhões em venda de atletas, mas neste caso indo além de jogadores formados na base.
Um dos nomes candidatos a receber boas propostas neste ano, porém, para além de Eduardo Conceição, é o meia-atacante Allan, de 20 anos, também formado na base do clube.
Fonte: destakesporte e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/04/2026/17:01:34
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