Pai e madrasta são condenados a mais de 300 anos de prisão cada por impor metas de produção de conteúdo sexual a adolescentes, no Paraná

O pai foi condenado a 358 anos de prisão, e a madrasta, a 318 anos. O g1 optou por não divulgar o nome deles para proteger a identidade das vítimas, que, na época dos crimes, tinham 13 e 16 anos.
O homem é pai da jovem que tinha 16 anos e padrasto da menina de 13.
Tanto ele quanto a companheira foram condenados pelos crimes de:
- Coação para produção de pornografia infantil;
- Estupro de vulnerável;
- Estupro;
- Corrupção de menores;
- Tráfico de pessoas;
- Produção/filmagem de pornografia infantil;
- Armazenamento de pornografia infantil;
- Divulgação de pornografia infantil;
- Ameaça.
A sentença determinou também o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil para cada uma das vítimas.
Esquema tinha tom de “seita”, usando mensagens com misticismo e códigos para pressionar as vítimas — Foto: Divulgação/RPC
Esquema tinha tom de “seita”, usando mensagens com misticismo e códigos para pressionar as vítimas — Foto: Divulgação/RPC
Rodrigo Cunha, advogado das vítimas, afirmou que a justiça foi feita.
“Hoje, uma mãe e suas filhas podem voltar a respirar e a dormir em paz, com a certeza de que foram ouvidas e protegidas. Afinal, quem tem a coragem de roubar a infância de inocentes crianças vai descobrir que a Justiça tem coragem de punir severamente”, disse.
Linguagem de seita, mensagens em código e cobrança de prazos
As investigações começaram depois que a mãe das adolescentes descobriu que elas eram ameaçadas pelo homem para produzir os conteúdos sexuais.
A polícia apurou que, em outubro de 2024, durante um passeio em um parque de Curitiba, o homem de 63 anos vendou as adolescentes e as levou para a casa dele. Com ajuda da atual esposa, ele gravou os primeiros vídeos de conteúdo sexual das vítimas.


“Por favor, não hesite em errar de novo, ou novamente para que apaguem-se todas as suas oportunidades, ok? Seja esperta e não faça por errar para que tenhas que ser punida sem chance de volta […] Você tem apenas uma hora a partir de agora para concluir seu acordo diário, ok? Não perca tempo e mais esta oportunidade de redenção”, dizia uma das mensagens.
Depois de um tempo, as ameaças se intensificaram.
“A partir disso, as vítimas passaram a ser sistematicamente coagidas pelos investigados a produzirem vídeos de cunho pornográfico entre si e com terceiros, sob a imposição de uma meta diária de produção”, detalhou, na época, o delegado Gabriel Fontana, que investigou o caso.
O caso foi denunciado em fevereiro de 2025, quando a mãe das vítimas recebeu ameaças de divulgação de vídeos de conteúdo sexual das filhas. Segundo a polícia, as mensagens eram enviadas pelo homem agora condenado.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/06/2026/16:22:27
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