Paciente tem nádega amputada após suposta negligência em hospital

O autônomo José Marques Barbosa, de 62 anos, teve parte das nádegas amputadas após complicações decorrentes de lesões por pressão, supostamente causadas por ter permanecido por longos períodos na mesma posição durante internação no Hospital de Base do Distrito Federal, em janeiro deste ano. O caso veio à tona neste domingo (12/04) e é investigado após denúncia da família, que aponta negligência médica no atendimento.
Segundo os familiares, o quadro clínico do paciente se agravou durante a internação, contrariando protocolos básicos de cuidado hospitalar, como a mudança periódica de posição para evitar feridas. A amputação foi realizada posteriormente no Hospital Regional de Sobradinho. O filho da vítima, Ilton Costa Marques, de 37 anos, relatou o impacto da situação: “Tiraram grande parte das nádegas do meu pai. Quando vi o local da amputação, quase caí para trás”, afirmou.
De acordo com o relato, José Marques deu entrada no hospital em 20 de janeiro de 2026, após ser atropelado por uma motocicleta, com diagnóstico inicial de traumatismo craniano e fraturas. Ele recebeu alta em 3 de fevereiro, mas voltou a passar mal no dia seguinte e precisou ser reinternado com quadro de pneumonia grave e baixa contagem de plaquetas.
Segunda internação e complicações
Durante a segunda internação, o paciente foi intubado e teria desenvolvido infecção bacteriana, além de apresentar sinais de falta de cuidados básicos, segundo a família. Após intervenção do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, ele foi transferido para outra unidade, onde médicos identificaram a necessidade de amputação da nádega direita devido ao estado avançado das lesões.
O paciente atualmente está internado no Hospital Regional de Samambaia, em estado grave, com infecção, confusão mental e perda de memória, sem previsão de alta. “Sem os remédios, ele não vai aguentar. É dor demais”, disse o filho. A família registrou boletim de ocorrência e estuda ingressar com ação judicial para responsabilização dos envolvidos.
Resposta do IgesDF e investigação
Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pelo Hospital de Base, negou falha no atendimento. Segundo o órgão, o paciente recebeu acompanhamento adequado e apresentou lesão por pressão, classificada como grau II, condição considerada possível em pacientes graves com mobilidade reduzida. “Pacientes em estado clínico grave apresentam risco elevado para esse tipo de lesão, mesmo com a adoção dos protocolos”, informou a instituição.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 13/04/2026/07:49:57
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