Operação Anomalia: PF prende 7 PMs por ligação com tráfico e milícias

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes saíram para cumprir, no total, 7 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu e Nilópolis. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da PM.
O STF também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos.
Segundo as investigações, os policiais “se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado”.
De acordo com a PF, os PMs presos são suspeitos de atuarem como seguranças ou de vazarem informações para o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e para Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, assessor do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
“A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”, explicou.
Os PMs poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. São eles:
- Alex Pereira do Nascimento (6ª UPP São João / 3º BPM)
- Ênio Claudio Amâncio Duarte (3º BPM )
- Flávio Cosme Menezes Pereira (18º BPM)
- Franklin Ormond de Andrade (7ª UPP Jacaré / 3º BPM)
- Leonardo Cavalcanti Marques (5º BPM)
- Ricardo Pereira da Silva (1ª UPP Santa Marta / 2º BPM)
- Rodrigo Oliveira de Carvalho (16º BPM)
A defesa do policial Ricardo Pereira informou que ele é inocente e que apenas trabalha na unidade onde outros policiais estão sendo investigados, e que nunca soube dessa conduta na UPP do Santa Marta. Ainda segundo o advogado, ele foi pego de surpresa hoje cedo com a chegada dos agentes federais em sua casa.
A TV Globo tenta contato com a defesa dos outros policiais presos.
As etapas anteriores
Este é o 3º dia seguido de operações da PF a mando do STF contra agentes do estado.
As 3 fases da Operação Anomalia são fruto das apurações conduzidas pela força-tarefa Missão Redentor 2, que consolida as diretrizes do Supremo Tribunal Federal em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, a ADPF das Favelas.
“A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado”, definiu a PF.
Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 11/03/2026/13:31:02
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