O que aconteceu com jovem que ‘acordou’ no próprio velório?

Entenda o que é espasmo cadavérico, fenômeno que pode explicar caso de jovem que ‘acordou’ no próprio velório em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro

O caso da jovem Caroline Costa Nunes Pereira, de 27 anos, que teria aberto os olhos e tossido durante seu próprio velório em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ganhou repercussão e levantou discussões sobre os limites entre a vida e a morte. Para a ciência, episódios como este podem ser explicados pelo espasmo cadavérico, uma condição rara em que os músculos do corpo ficam paralisados no exato instante do falecimento.

O que aconteceu

Familiares de Carolina Costa Nunes Pereira, relataram que, durante o velório realizado na madrugada da última sexta-feira (13), a jovem teria apresentado sinais vitais enquanto era velada na Capela Mortuária do Frade.

Testemunhas que estavam no local, afirmam ter presenciado o momento em que a jovem abriu os olhos e emitiu sons semelhantes a uma tosse, o que provocou uma reação imediata de espanto e correria entre os parentes e amigos que prestavam as últimas homenagens.

O que a ciência diz

Especialistas explicam que o fenômeno impede o relaxamento natural que deveria ocorrer antes do início da rigidez cadavérica. Diferente do processo comum, onde a musculatura relaxa completamente para só depois endurecer devido a mudanças químicas, no espasmo esse intervalo não existe. O mecanismo ainda é alvo de estudos, mas está frequentemente associado a situações de extremo estresse físico ou emocional, sendo mais comum em casos de mortes súbitas ou violentas.

Reflexos pós-morte

Além da abertura dos olhos ou contrações musculares, sons emitidos por corpos, como tosses ou gemidos, costumam causar pânico entre as pessoas presentes em velórios. Essas situações possuem uma explicação biológica puramente mecânica: a liberação de gases acumulados no organismo ou a energia residual nas células. Essas reações podem gerar contrações que simulam sinais vitais, mas que ocorrem sem qualquer tipo de atividade cerebral ou consciência por parte do falecido.

O pânico causado visualmente ou aditivo são compreendidos com quem está em luto, assim, como relatou a prima de Caroline Costa Nunes Pereira, que em um áudio disse que as pessoas “saíram tudo correndo da capela”, o que pode ter gerado a interpretação imediata de que a jovem ainda estaria viva..

Próximos passos

O caso deve seguir para a esfera judicial, onde a perícia e os vídeos citados pela família serão peças fundamentais para esclarecer se houve erro médico ou se as manifestações foram, de fato, fenômenos fisiológicos comuns após o óbito.

Leia a nota da Prefeitura:

“A direção do Hospital Municipal da Japuíba informa que a paciente Caroline Costa Nunes Pereira, 27 anos, cujo caso vem sendo amplamente divulgado nas redes sociais, faleceu às 16h30 do dia
12 de março de 2026.

Após a constatação do óbito, já em velório, a paciente apresentou um espasmo corporal. Esse tipo de manifestação é conhecido na literatura médica como reflexo pós-morte e pode ocorrer em alguns casos devido à atividade residual do sistema nervoso, não alterando o diagnóstico de morte previamente confirmado.

A paciente encontrava-se internada no hospital com quadro clínico grave, decorrente de insuficiência cardíaca associada a complicações infecciosas.

Durante a internação, ela apresentou uma arritmia cardíaca súbita, evoluindo para parada cardiorrespiratória.

Todas as medidas de reanimação previstas em protocolo foram imediatamente adotadas pela equipe médica, porém sem reversão do quadro.

O óbito foi confirmado após de exame elétrocardiograico.

O hospital se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor e permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.“

Fonte: macajuba acontece e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/03/2026/13:14:41

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