Naufrágio no Amazonas: buscas por desaparecidos já percorreram mais de 200 quilômetros em rios

Segundo o comandante-geral da corporação, coronel Orleilso Muniz, entre 70 e 80 militares são mobilizados diariamente na operação, entre mergulhadores, especialistas em salvamento aquático e equipes embarcadas.

“Estamos com muitas equipes espalhadas, fazendo buscas nas encostas e margens dos rios. Já avançamos mais de 200 quilômetros a partir do ponto do naufrágio”, afirmou o comandante.

As buscas incluem:

  • Varreduras de superfície
  • Mergulhos
  • Uso de equipamentos como sonares de imagem e detectores de metal

Nesta quinta-feira, 14 embarcações atuam simultaneamente na operação. Parte dos barcos foi cedida pela empresa proprietária da lancha que naufragou, além de embarcações do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Defesa Civil.

Área crítica e prioridade nas vítimas

De acordo com o comandante, a região do acidente é considerada crítica por causa das características do Encontro das Águas entre o Rio Solimões e o Rio Negro. As diferenças de velocidade, densidade da água e as fortes correntes, além de troncos e outros materiais arrastados pelo rio, dificultam as atividades de mergulho e ampliam os riscos da operação.

Apesar de a embarcação também estar sendo procurada, o foco principal segue sendo a localização das pessoas desaparecidas, segundo ele.

“A prioridade é encontrar as vítimas. A embarcação só é importante para garantir que não haja ninguém em seu interior”, explicou Muniz.

Alerta sobre buscas feitas por outras pessoas

O Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil alertaram familiares e outras pessoas para que não realizem buscas por conta própria. Segundo a corporação, há registros de pessoas navegando sem equipamentos de segurança e sem conhecimento técnico, o que pode gerar novos acidentes.

“Não recomendamos buscas aleatórias. Isso coloca em risco a vida dessas pessoas e pode comprometer toda a operação. A Capitania dos Portos está abordando embarcações que insistem nesse tipo de ação”, disse o comandante.

Mortos e desaparecidos

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as informações iniciais sobre o número de vítimas eram desencontradas, já que não há uma lista oficial de passageiros. A relação teria sido extraviada junto com a embarcação, o que levou as equipes a trabalharem apenas com registros de pessoas oficialmente reclamadas por familiares.

“Refinamos as informações ao longo dos dias. Hoje, o cenário é de três óbitos confirmados e cinco vítimas ainda desaparecidas”, concluiu o comandante.

O acidente

O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira (13) e as causas seguem sendo investigadas. Segundo os bombeiros, 71 pessoas foram resgatadas sem ferimentos graves. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), cinco adultos do naufrágio deram entrada em unidades da rede estadual de saúde, receberam atendimento e já tiveram alta.

A Marinha do Brasil informou que mantém equipes nas buscas pelo naufrágio da embarcação Lima de Abreu XV. Segundo o Comando do 9º Distrito Naval, foram empregadas uma aeronave do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Noroeste, uma embarcação do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e duas lanchas da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental.

De acordo com a Marinha, as buscas continuam tanto na área do acidente quanto nas margens dos rios, com apoio de embarcações e mergulhadores. A corporação informou ainda que coletou dados dos sobreviventes para ajudar nas buscas e na apuração do caso.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 20/02/2026/15:32:29

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