MPPA recorre contra soltura de acusado de tentativa de feminicídio em Belém

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) recorreu da decisão que revogou a prisão preventiva de um homem acusado de tentar matar a própria companheira, em Belém. O pedido foi apresentado por meio do Grupo de Atuação Especial do Júri (GAEJÚRI), em auxílio à 1ª Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital.
O recurso, chamado de Recurso em Sentido Estrito, busca restabelecer a prisão do acusado, apontando a gravidade dos fatos e os riscos que a liberdade do investigado pode representar para a vítima e para a ordem pública.
A ação penal tramita na 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belém.
MP aponta risco à vítima
No documento, o Ministério Público argumenta que a decisão de primeira instância desconsiderou elementos que ainda justificam a prisão preventiva, como a gravidade concreta da conduta, as circunstâncias em que o crime teria sido praticado e a necessidade de garantir a aplicação da lei penal.
Segundo o órgão ministerial, a revogação da prisão ocorreu sem a apresentação de fatos novos capazes de afastar os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal.
De acordo com os autos, a vítima foi submetida a extrema violência em um contexto de violência doméstica e de gênero. Para o MPPA, a dinâmica do caso revela elevado grau de agressividade e indica risco concreto de reincidência, além da necessidade de assegurar a proteção da mulher.
Tribunais já haviam mantido prisão
O Ministério Público destaca ainda que a situação cautelar do acusado já havia sido analisada anteriormente pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), que decidiu manter a prisão preventiva em julgamento colegiado.
Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negou um pedido liminar da defesa, por não identificar ilegalidade na manutenção da custódia cautelar.
Na avaliação do MPPA, a decisão que concedeu liberdade provisória diverge dos entendimentos já adotados pelas instâncias superiores, sem apresentar fundamentação concreta suficiente para afastar a necessidade da prisão.
Ao final, o Ministério Público pede que o próprio juízo de origem reconsidere a decisão e determine o retorno do acusado à prisão preventiva. Caso isso não ocorra, o órgão solicita que o recurso seja encaminhado ao Tribunal de Justiça do Pará para análise e julgamento.
Fonte: dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 11/06/2026/07:25:43
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com