MPF pede bloqueio de R$ 60 milhões da Vale para financiar estudos independentes sobre contaminação do Rio Cateté, no PA

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o bloqueio imediato de R$ 60 milhões das contas da Vale para garantir a realização de estudos técnicos independentes sobre a contaminação do Rio Cateté, no sudeste do Pará. O rio é essencial para a vida do povo indígena Xikrin e teria sido impactado pela atividade do projeto de mineração de níquel Onça Puma.

A proposta segue o modelo adotado após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), retirando da mineradora o controle sobre os estudos ambientais e de saúde.

Em nota, a Vale informou que tomou conhecimento da ação do Ministério Público e que estudos conduzidos por peritos judiciais independentes já concluíram que as operações não são a fonte de contaminação do Cateté. Ainda segundo a empresa, os documentos são públicos e estão disponíveis para consulta e ressaltou ainda que mantém relacionamento de longa data com a comunidade Xikrin, bem como acordo com repasse de recursos destinados a ações de melhoria da qualidade de vida e etnodesenvolvimento da comunidade Xikrin.

Crise sanitária progressiva

Há, segundo o MPF, dados técnicos que indicam uma crise sanitária progressiva entre os Xikrin, associada à contaminação do rio. A ação que trata da recuperação ambiental do Cateté está ligada a outro processo que discute diretamente os impactos à saúde indígena. Em caso de descumprimento das determinações judiciais, o MPF também pede multa diária de R$ 100 mil.

Segundo o MPF, o pedido busca destravar uma ação que tramita desde 2011 e que, após mais de uma década, ainda não resultou em medidas concretas de reparação ambiental e proteção às comunidades indígenas. O órgão afirma que a demora mantém os Xikrin expostos a riscos contínuos à saúde e à sobrevivência cultural, devido à presença de metais pesados na água.

O valor solicitado é considerado “incontroverso” pelo MPF porque foi oferecido pela própria Vale em 2022, durante tentativas de acordo. À época, a empresa propôs a criação de um fundo para melhorar a qualidade ambiental da região, mas o acordo não avançou. Para o MPF, isso demonstra que a mineradora reconhece a necessidade e a disponibilidade do recurso.

Além do bloqueio, o MPF pede que o dinheiro seja transferido para uma conta judicial e administrado por um modelo de governança independente, com instituições técnicas sem vínculo com a Vale.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/02/2026/16:10:05

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

Como Remover Fundos Usando um Removedor de Fundo Grátis