MPF denuncia esquema de R$ 16,4 milhões que usava ex-coletor de lixo como ‘laranja’ em Castelo de Sonhos, no Pará

A Justiça Federal deu início ao processo para julgamento de duas pessoas denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por integrarem um esquema criminoso de desmatamento ilegal, apropriação de terras públicas e fraudes documentais na região de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira (PA). A decisão, chamada juridicamente de recebimento da denúncia, foi publicada no último dia 24.

O MPF pede à Justiça que os réus sejam condenados a pagar, no mínimo, R$ 16,4 milhões para a reparação dos danos ambientais e a devolução dos lucros obtidos ilegalmente com a exploração da área.

O funcionamento do esquema – Segundo a denúncia do MPF, um dos denunciados, que é empresário, atuava como o real proprietário e beneficiário de um imóvel rural de mais de mil hectares localizado em terras de domínio da União.

Segundo a denúncia do MPF, um dos denunciados, que é empresário, atuava como o real proprietário e beneficiário de um imóvel rural de mais de mil hectares localizado em terras de domínio da União. Para explorar a área com a formação de pastagens e criação de gado, o empresário desmatou a floresta nativa amazônica e registrou a propriedade em sistemas oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), no nome de um ex-funcionário, também denunciado pelo MPF. O objetivo era ocultar o verdadeiro dono e evitar multas e punições criminais. O objetivo era ocultar o verdadeiro dono e evitar multas e punições criminais.

A investigação demonstrou que o suposto proprietário da fazenda possuía uma renda mensal média pouco superior a um salário mínimo, valor incompatível com a aquisição de uma propriedade rural daquele tamanho e em uma área altamente valorizada.

O “laranja” havia trabalhado anteriormente para a família do empresário em funções como coletor de lixo domiciliar e demolidor de edificações. Além disso, verificou-se que ele residia no mesmo prédio onde funcionava a empresa do acusado.

Provas apreendidas

Durante a investigação, a Polícia Federal reuniu provas de que o empresário era o verdadeiro responsável pela fazenda, incluindo documentos do “laranja” em sua posse, controle financeiro das atividades, indícios de presença no local e ordens para interromper trabalhos durante fiscalização, evidenciando tentativa de ocultar irregularidades.

Crimes e penas

O MPF restringiu a denúncia aos crimes cometidos principalmente entre 2018 e 2020, período em que os danos ambientais, em uma área de 646 hectares, ainda não estavam prescritos.

O empresário responderá pelos seguintes crimes:

  • Desmatamento ilegal de floresta pública: pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa.
  • Impedimento da regeneração da vegetação: pena de detenção de 6 meses a 1 ano e multa.
  • Falsidade ideológica: inserção de dados falsos em documentos como o CAR e declarações de imposto, com pena de reclusão de 1 a 5 anos e multa.
  • Uso de documento falso, com pena igual à que for estabelecida à falsificação ou à alteração de documentos.
    O ex-funcionário, que atuou como “laranja”, responderá por falsidade ideológica e uso de documento falso.

Fonte:Agência e Publicado por Jornal Folha do Progresso 04/05/2026/13:51:38

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com