MP pede novo interrogatório de porteiro no caso do cão Orelha e aceita pedido de sigilo

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou que a Polícia Civil volte a interrogar o porteiro de um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis, onde o caso do cão Orelha ocorreu. Orelha morreu após supostas agressões no início deste ano. Um adolescente foi apontado como responsável pela morte do cachorro, e a polícia pediu a sua internação. Três adultos foram indiciados por coação a testemunha.

O pedido do MPSC, solicitado nesta segunda-feira (9), requer novas diligências, entre elas um novo depoimento do porteiro, que teria sido coagido. O depoimento tem como objetivo esclarecer alguns fatos, sendo eles:

A identificação dos envolvidos nos vídeos;
O contato com um indiciado, e se houve menção à morte do Orelha;
Se o porteiro se sentiu ameaçado após se encontrar com os indiciados por coação;
Como e quando ele soube das “pauladas” sofridas por Orelha;
Se no momento em que conversou com os indiciados ele já sabia dos maus-tratos e morte do Orelha.

Também foi solicitado um novo depoimento de uma testemunha para detalhar quem estava presente nos vídeos que integram a denúncia, o que essa testemunha viu e ouviu, se houve tom agressivo ou ameaças e outros detalhes do momento em que a coação teria ocorrido.

A defesa dos investigados também pediu sigilo no processo de coação envolvendo o caso do cão Orelha, por envolver de forma indireta adolescentes, com risco de exposição indevida. O pedido foi acolhido pelo Ministério Público, com base na proteção integral da criança e do adolescente e nos riscos da repercussão midiática e nas redes sociais, previstos no ECA.

Entenda

Orelha foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro por moradores. Ele foi levado ao veterinário, mas, devido aos ferimentos, não resistiu. Derli Royer, responsável pelo socorro emergencial, contou que o animal tinha lesões graves na cabeça e no olho esquerdo, além de forte desidratação.

O laudo da Polícia Científica mostra que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes chegaram a ser investigados ao longo do processo.

Na terça-feira (3), a Polícia Civil de Santa Catarina pediu a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha. Outros quatro adolescentes foram representados pelo caso do cão Caramelo.

De acordo com a Polícia Civil, o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava às 5h25min do dia 4 de janeiro de 2026. Perto das 6h, ele voltou ao condomínio com uma amiga, sendo esse um dos pontos de contradição no depoimento do adolescente. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas, com oito adolescentes suspeitos investigados. Uma das provas que levaram até o autor do crime foi a roupa utilizada, registrada nas filmagens.

O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso. Ele ficou fora do país até o dia 29 de janeiro e foi interceptado pela polícia ao chegar no aeroporto.

Quando o adolescente chegou ao aeroporto, um dos familiares tentou esconder um boné rosa e um moletom que estava com ele, peças consideradas importantes pela Polícia Civil na investigação. O familiar também afirmou que o moletom foi comprado na viagem, mas o adolescente admitiu que já tinha a peça, usada no dia do crime.

O que diz a defesa do adolescente

Em nota, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha, afirmaram que “as informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

Confira a nota na íntegra

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.

Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes.

Fonte: NSC total e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/02/2026/14:21:39

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