Ministério da Saúde monitora surto de doença de chagas em Ananindeua; mortes em 2026 já superam últimos 5 anos

O Ministério da Saúde informou que acompanha a situação epidemiológica da doença no município, onde foi identificado um surto associado à transmissão oral, a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados com agentes infecciosos.
Dados da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) mostram que o número de casos registrados até o momento em Ananindeua, apenas em janeiro, representa cerca de 30% de todos os casos de 2025.
Casos confirmados doença de chagas Ananindeua
A Secretaria Municipal de Saúde informou que intensificou as ações de vigilância, monitoramento e atendimento aos pacientes, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, com apoio técnico do Instituto Evandro Chagas (IEC).
A primeira morte foi notificada foi do jovem Ronald Maia da Silva. Segundo a família, ele apresentou os primeiros sintomas no início de dezembro e passou por atendimento em uma UPA de Ananindeua e em dois prontos-socorros de Belém.
Mortes por doença de chagas em Ananindeua
O números de mortes confirmadas por doença de chagas supera até o dados registrados em Belém. De 2020 até janeiro de 2026, a capital paraense contabilizou três mortes.
Em nota, o Ministério da Saúde disse que as ações de combate envolvem articulação com a Sespa, secretarias municipais, a Anvisa e os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.
Entre as medidas adotadas estão a investigação dos casos, a assistência aos pacientes e a avaliação das condições sanitárias na cadeia de produção e comercialização de alimentos, em especial, o açaí, devido o alto consumo no estado.
Falta de higiene e mudança no padrão da doença
Segundo a professora de cardiologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Dilma do Socorro Moraes de Souza, os surtos de doença de chagas estão, em grande parte, ligados à falta de higiene no processamento de alimentos.
“O branqueamento do fruto é fundamental para eliminar grandes chances da infecção. Quando esse processo não é feito corretamente, o risco aumenta, e isso afeta tanto a saúde da população quanto a renda dos comerciantes”, diz.
A especialista explica que a principal forma de prevenção da doença de chagas por transmissão oral é o chamado branqueamento dos frutos, processo que envolve uma sequência de etapas de higienização.
Ela também chama atenção para a mudança na sazonalidade da doença.
“Tradicionalmente, os casos relacionados ao açaí aumentam no segundo semestre, por conta da safra do fruto, mas estamos observando um surto no início do ano, o que foge do padrão e exige atenção redobrada”, explica.
Branqueamento: o procedimento começa com a seleção e retirada de impurezas, seguida da lavagem com água limpa e da desinfecção com hipoclorito de sódio.
Em seguida, os frutos devem ser mergulhados em água aquecida a, no mínimo, 80 °C por cerca de dez segundos e, logo após, resfriados.
De acordo com a especialista, quando realizado corretamente, o processo reduz significativamente o risco de contaminação.
A doença de chagas é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode ser transmitida de diferentes formas. A mais conhecida ocorre pelo contato com fezes do inseto popularmente chamado de barbeiro, que pode contaminar a pele ou mucosas após a picada.
Ministério da Saúde classifica situação em Ananindeua como surto de chagas
Na região amazônica, porém, a principal forma de transmissão tem sido a via oral, quando alimentos ou bebidas são consumidos sem higienização adequada e acabam contaminados pelo parasita, como açaí, caldo de cana ou outros produtos manipulados de forma inadequada.
O tratamento da doença de Chagas é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a orientação é que pessoas com sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde.
Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/01/2026/08:40:46
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