Mesmo com ordem judicial, recém-nascido espera há 22 dias por UTI em hospital de Belém: ‘Quero que meu filho tenha chance de viver’

A mãe nem pôde segurar o bebê no dia do parto, realizado na Maternidade do Povo em Belém no dia 21 de março. Laysa relata que está desesperada, porque mesmo com uma decisão da Justiça, o filho ainda não foi transferido até a noite desta quinta (16), segundo ela.

“Uma das experiências mais dolorosas da minha vida. Eu só quero que meu filho tenha a chance de viver. Eu só quero que o meu filho tenha vida”, diz a mãe.

No caso dela, a Justiça determinou uma transferência para hospital adequado ao fornecimento do tratamento de saúde, com as despesas pagas pelo Poder Público; e que o não cumprimento implicaria em multa de R$ 2 mil por dia.

Uma nova decisão da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém, de terça-feira (14), determinou o cumprimento urgente em até 24 horas, sob pena de multa diária. Mas nada foi cumprido, segundo a mãe.

“Como mãe é impossível aceitar. Não é só sobre demora ou erro médico é sobre abandono. É sobre ver um filho lutar pela vida enquanto o sistema falha em agir, mesmo quando a Justiça já determinou o que precisa ser feito”.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou “que já adotou as providências necessárias para ampliar as possibilidades de transferência e internação do paciente, acionando os órgãos competentes. No momento, o paciente permanece inserido no Sistema Estadual de Regulação (SER), com busca ativa de leito”.

O Hospital Maternidade do Povo, no bairro da Campina é uma entidade privada, que funciona sob regime de convênios, aceitando pacientes particulares, de planos de saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) pela rede municipal de saúde. Procurada, a unidade de saúde ainda não se manifestou.

Entenda o caso

Laysa é moradora de Capitão Poço, município no nordeste do Pará, distante 216 km de Belém. Ela chegou na manhã do dia 19 de março, há quase um mês, na Santa Casa de Misericórdia, maternidade referência da rede estadual de saúde. À época, ela estava com 39 semanas de gestão, com muitas dores e preocupada com o filho.

Na unidade de saúde, ela foi classificada como caso de baixo risco e teve que esperar mais de 12 horas para ser atendida. À meia-noite foi internada. “Cheguei a ouvir da equipe médica que ‘não havia problema’ e fiquei internada porque o bebê era considerado pequeno para a idade gestacional”, relembra.

“O bebê já não se mexia, teve diminuição dos movimentos, e fui transferida por volta das 16h para a Maternidade do Povo (unidade da rede municipal de Belém), onde iniciaram a indução do parto”, ela detalha. A mãe afirma que havia sinais de alerta e que exames mostraram que os batimentos cardíacos do bebê falhavam repetidamente.

A cesária de emergência foi feita na madrugada do dia 21 de março. O bebê foi levado direto para a UTI neonatal. O pedido de leito especializado foi feito no dia 25 de março, mas ainda não foi atendido.

“Ele continua internado, mas sem diagnóstico, precisando de cuidados intensivos e especializados. Recorremos desde 6 de abril, e determinaram a transferência imediata dele para uma unidade adequada, mas até agora essa decisão não foi cumprida”.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 17/04/2026/07:13:40

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

5 erros que iniciantes cometem ao comprar criptomoedas