Menino autista tem dedo esmagado na porta da escola e família denuncia

Um grave acidente envolvendo um estudante de 9 anos reacendeu o debate sobre a falta de assistentes pedagógicos para alunos com deficiência na Rede Municipal de Ensino (Reme). O menino, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte, sofreu uma fratura exposta no polegar direito dentro da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins. A família aponta que o ferimento grave é reflexo direto da falta do professor de apoio especializado, que deveria ter sido fornecido pela prefeitura.
O Momento do Acidente e o Socorro
O caso aconteceu no dia 19 de maio, durante o horário de aula. O estudante pediu autorização ao professor regente da sala para ir ao banheiro. Ao passar pela porta, ele acabou fechando a estrutura sobre o próprio polegar da mão direita, causando um esmagamento severo.
“Ele acabou esmagando o dedão da mão direita. O dedo ficou praticamente pendurado”, relatou a mãe, em um depoimento doloroso.
A equipe da unidade escolar agiu rápido no pós-acidente: acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), prestou os primeiros socorros e comunicou os responsáveis. O menino foi levado às pressas para a Santa Casa de Campo Grande, onde passou por um procedimento cirúrgico complexo que demandou pontos inclusive na região da unha. Atualmente, ele cumpre um período de 30 dias de afastamento médico para recuperação.
Apelo da Mãe e Falta de Retorno do Poder Público
Apesar de elogiar o socorro prestado pela equipe da escola no momento do desespero, a mãe da criança ressalta que o acidente era totalmente evitável se a legislação de inclusão estivesse sendo cumprida. O laudo médico que comprova a necessidade de suporte contínuo (nível 2) foi entregue à direção ainda em novembro do ano passado.
O problema ganha contornos ainda mais graves sob a perspectiva profissional da mãe, que também atua na área da educação. Segundo ela, a mesma turma conta com outro aluno que necessita de mediação pedagógica, deixando o professor regente sobrecarregado e sozinho com todas as crianças.
“Sou professora, sei de todas as dificuldades que passamos em sala. Não tem como cuidar de todo mundo e ainda atender as crianças com necessidades especiais”, desabafou.
A reportagem do portal entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para obter esclarecimentos sobre os motivos do atraso na concessão do profissional de apoio e quais medidas serão tomadas para garantir a segurança dos alunos. Até o fechamento desta edição, nenhuma resposta oficial foi enviada. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.
Fonte: portal do tupiniquim e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/06/2026/16:12:28
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