Megaoperação da Polícia Federal cumpre 32 mandados de prisão preventiva no Pará

O Pará é um dos principais alvos da Operação Força Integrada III, deflagrada na manhã desta quarta, 8, pela Polícia Federal em conjunto com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). Entre as 19 operações realizadas simultaneamente em 16 estados brasileiros, a ação coordenada no Estado reúne o maior número de mandados de prisão preventiva, reforçando a estratégia das forças de segurança de enfraquecer a atuação das organizações criminosas que operam na Amazônia.
No Pará, a ofensiva recebeu o nome de Operação Coalizão – COP VIII, em referência à oitava fase de uma investigação permanente conduzida pela FICCO/PA contra facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Ao todo, estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Federal ainda não havia divulgado os bairros de Belém onde as equipes atuam nem a identidade dos investigados, uma medida adotada para não comprometer o andamento das diligências. Também não havia sido informado o balanço de prisões, apreensões de drogas, armas, dinheiro ou outros materiais. A expectativa é de que esses dados sejam apresentados ao longo do dia, após a conclusão das ações.
A operação integra uma mobilização nacional que reúne 19 FICCOs e prevê o cumprimento de 93 mandados de prisão, 181 mandados de busca e apreensão e diversas outras medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. Além do Pará, as ações ocorrem nos estados do Amapá, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo.
Pará: Rota estratégica do narcotráfico na Amazônia
O Pará aparece como uma das prioridades no combate ao crime organizado devido à sua posição estratégica nas rotas do narcotráfico na Amazônia. Investigações da Polícia Federal apontam que organizações criminosas utilizam rios da região para o transporte de drogas, armas e recursos financeiros, além de explorarem portos para o envio de cocaína ao mercado internacional e estruturas empresariais para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas.
A Operação Coalizão faz parte de uma sequência de ofensivas desenvolvidas pela FICCO/PA desde o ano passado para desarticular facções que atuam na Região Metropolitana de Belém e em diversos municípios do interior. Nas fases anteriores, foram cumpridos mandados em cidades como Belém, Ananindeua, Marituba, Santarém, Abaetetuba, Tucuruí, Itaituba, Óbidos, Juruti, Monte Alegre, Almeirim, Capanema, Muaná, Colares e Santo Antônio do Tauá, além de ações em outros estados para capturar integrantes que haviam deixado o Pará.
As investigações têm como foco não apenas executores de crimes, mas principalmente lideranças das organizações criminosas, responsáveis pela logística do tráfico de drogas, pelo fornecimento de armas, pela movimentação financeira e pela lavagem de dinheiro. Em fases anteriores da operação também foram apreendidos celulares, documentos, drogas, armas de fogo e valores em espécie, elementos considerados fundamentais para ampliar as investigações e identificar novos integrantes das facções.
Atuação integrada das forças de segurança
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado são coordenadas pela Polícia Federal e reúnem representantes das Polícias Civil, Militar e Penal, da Polícia Rodoviária Federal, das Secretarias de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Políticas Penais e, em alguns estados, das Guardas Municipais. O modelo de atuação integrada busca reunir inteligência, compartilhamento de informações e operações conjuntas para combater organizações criminosas com atuação interestadual e transnacional.
Embora a Operação Força Integrada III mobilize ações em todo o país, o volume de mandados expedidos no Pará coloca o Estado no centro da ofensiva nacional contra as facções criminosas, evidenciando a importância estratégica da região amazônica no enfrentamento às redes de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/07/2026/12:25:11
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