Massacre de Eldorado dos Carajás completa 30 anos em meio a mais de 200 áreas em conflito agrário no Pará

A data é marcada por atos, marchas e homenagens organizadas por movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Milhares de pessoas caminham mais de 70 quilômetros entre Curionópolis e Eldorado dos Carajás, refazendo o trajeto percorrido por trabalhadores rurais em abril de 1996.

Na Curva do S, local onde ocorreu o massacre, cruzes e monumentos marcam os pontos onde camponeses foram mortos durante a ação da Polícia Militar.

“Quando cheguei, era cenário de terra arrasada, muito sangue. Eu entrei em desespero, era uma criança”, relembra Polliane Soares, que tinha 11 anos na época.

Maria Zezuita, sobrevivente, afirma que as lembranças permanecem. “Tudo o que aconteceu naquele dia continua vivo na memória”, disse.

massacre eldorado dos carajás — Foto: Reprodução/TV Liberal
massacre eldorado dos carajás — Foto: Reprodução/TV Liberal

Na Casa da Memória, familiares preservam histórias das vítimas. Maria Divina, irmã de um dos trabalhadores mortos, contou que o parente havia ido ao local apenas para levar remédio ao pai acampado. “Ele não estava ali para confronto, mas acabou morto”, afirmou.

Dados apontam persistência da violência no campo

Em 17 de abril de 1996, 21 trabalhadores rurais sem terra foram mortos durante uma operação da Polícia Militar na PA-150, no trecho conhecido como Curva do S — 19 no local e dois dias depois no hospital. Outras 69 pessoas ficaram feridas.

Três décadas depois, os dados indicam que a violência no campo não cessou. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, o Pará está entre os estados com maior número de conflitos agrários no país. Em 2023, o estado ocupou a segunda posição no ranking nacional, atrás da Bahia.

Dados da CPT mostram ainda que, em 40 anos, o Pará registrou 59 conflitos com mortes, somando 317 trabalhadores rurais e lideranças assassinados. Em apenas oito casos houve julgamento de responsáveis.

O massacre ocorreu durante uma ação policial para desobstruir a rodovia, ocupada por cerca de 300 trabalhadores que reivindicavam a desapropriação de uma fazenda na região. De acordo com o Ministério Público, houve uso de força letal e destruição de provas após a operação.

Dos 155 policiais envolvidos, dois comandantes foram condenados. O coronel Mário Pantoja recebeu pena superior a 200 anos de prisão e morreu em 2020. O major José Maria de Oliveira foi condenado a mais de 150 anos e cumpre pena em regime domiciliar.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 17/04/2026/07:13:40

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