Mãe diz que jovem encontrada morta em condomínio reclamava do comportamento do namorado: ‘Era muito ciumento’

Em entrevista ao Fantástico, Isorlanda Caracristi contou que a jovem reclamava que o namorado a acompanhava constantemente, inclusive em momentos em que saía com amigas ou ia à farmácia.
“Ela começou a me relatar, relatar que bastava ela descer para lanchar com as amigas do trabalho, quando via ele já estava lá junto. Quando ela descia, às vezes, para comprar um remédio na farmácia quando sentia cólica, ele já estava lá. Reclamava que ele era muito ciumento, que para onde ela ia, ele tava também”, contou a mãe ao Fantástico.
Jovem morava com namorado havia algumas semanas
Isabelle e João se conheceram em julho, em um escritório de advocacia onde ele trabalhava e ela era estagiária. Os dois passaram a morar juntos no condomínio onde a estudante foi encontrada morta, junto com o irmão e a mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz.
No domingo em que morreu, Isabelle passou o dia na casa da mãe. À noite, enviou uma mensagem para Isorlanda dizendo que estava com torcicolo.
“E depois disse assim pra mim: ‘Olha, eu vou descansar um pouco, porque tá doendo ainda’. Eu disse ‘pois não esqueça de tomar o relaxante muscular’. Ela disse ‘te amo, mãe’, e disse ‘te amo minha filha’.”
A última mensagem enviada por Isabelle à mãe foi às 19h22.
Câmeras registraram últimos momentos da estudante
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Jornal Diário do Nordeste mostram Isabelle chegando ao condomínio às 17h58. João desceu para buscá-la na portaria, e os dois subiram juntos no elevador.
Às 18h33, o namorado deixou o prédio usando outra roupa. Antes de sair, ele aparece no elevador aparentemente trocando um anel na mão direita.
Às 19h12, Isabelle entrou no elevador em direção à cobertura do edifício, no 23º andar. O apartamento onde o namorado morava ficava no 15º andar.
Segundo a polícia, a morte ocorreu às 20h40, cerca de uma hora e meia depois. João retornou ao prédio às 22h48, quando o carro da perícia já estava na garagem.
A Polícia Civil do Ceará investiga o caso e analisa as imagens de segurança. Até o momento, quatro pessoas foram ouvidas, e outros quatro depoimentos devem ser colhidos nos próximos dias. O laudo do exame realizado no corpo da estudante deve ficar pronto até o início de outubro.
A Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que os exames realizados identificaram lesões compatíveis com impacto contra o solo. Os exames toxicológicos tiveram resultado negativo para as substâncias analisadas.
Mãe cobra respostas sobre a morte da filha
Isorlanda contou que só soube da morte de Isabelle no dia seguinte, quando foi ao condomínio, após tentar entrar em contato com João e não receber resposta.
A mãe afirmou que percebeu que havia sido bloqueada no WhatsApp e criticou a falta de comunicação da família do namorado.
“Liguei pra ele várias vezes. Aí eu disse ‘como é que é isso’, até que eu me toquei que a imagem dele não tava mais no WhatsApp e que eu tinha sido bloqueada”.
Em outro trecho da entrevista, Isorlanda cobrou explicações sobre o que aconteceu com a filha.
“Certo, ninguém está. E alguém da família podia ter tido a dignidade de entrar em contato comigo e ninguém entrou. Então eu quero respostas. Por que não me avisaram? Por que fugiram? Por que que até hoje ninguém entrou em contato comigo? Eu quero essas respostas e quero justiça pra minha filha”.
A polícia procura por João Munhoz Neto. A mãe dele foi localizada neste domingo (20), em uma praia de Caucaia, na Grande Fortaleza, e teve o celular apreendido. O aparelho será periciado.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 22/09/2026/07:10:45
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