Lista amarela da Interpol expõe 79 alertas de brasileiros desaparecidos; entenda como funciona

A Interpol mantém 11.535 alertas amarelos públicos em circulação para localizar pessoas desaparecidas ou identificar quem não consegue informar a própria identidade. A consulta ao banco internacional foi feita neste domingo (19 de julho). O levantamento mais recente localizado sobre brasileiros, elaborado a partir da mesma plataforma, aponta 79 pessoas nascidas no Brasil. Como o sistema é atualizado a cada hora, os totais podem mudar com inclusões e retiradas.
Conhecida como Yellow Notice, a lista amarela é definida pela Interpol como “um alerta policial global para uma pessoa desaparecida”. O mecanismo é usado em casos de subtração parental, sequestro, desaparecimento sem explicação e também para identificar crianças, idosos, vítimas de acidentes ou pessoas com perda de memória e outras condições que impeçam a confirmação de seus dados.
O alerta não significa que a pessoa seja procurada por crime nem equivale a mandado de prisão. A finalidade é humanitária: dar visibilidade internacional ao desaparecimento, avisar agentes de fronteira, dificultar deslocamentos irregulares e permitir o compartilhamento rápido de informações entre as polícias dos países integrantes da organização.
A emissão começa quando a polícia de um país encaminha o caso ao respectivo Escritório Central Nacional da Interpol. A Secretaria-Geral analisa os dados e, se os requisitos forem cumpridos, publica o aviso na rede acessível às forças de segurança. Parte das notificações é restrita ao uso policial; outra parte fica disponível para consulta pública, com fotografia, nome, idade, nacionalidade e informações sobre o desaparecimento.
Somente em 2024, a Interpol emitiu 3.345 alertas amarelos. A organização destaca que a ferramenta amplia as chances de localização, sobretudo quando há suspeita de que a pessoa tenha viajado ou sido levada para outro país.
Familiares não solicitam diretamente a inclusão de um nome na lista. O desaparecimento deve ser comunicado imediatamente à polícia local, que avaliará a necessidade de cooperação internacional. Quem reconhecer uma pessoa divulgada deve procurar as autoridades e evitar abordagens ou publicações sem confirmação.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 21/07/2026/14:47:58
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